Após ciclo de recordes negativos, seleção recomeça sob Ancelotti
Quando os primeiros jogadores pisarem no gramado de treinamento do Ballymore Stadium, nesta segunda-feira (21), em Brisbane, um novo ciclo começará na seleção brasileira.
Pouco mais de dois meses depois da eliminação para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo, o Brasil volta ao trabalho com a missão de construir o caminho até 2030 sem repetir problemas que marcaram o último ciclo.
Carlo Ancelotti terá desta vez algo que faltou ao Brasil no início da caminhada anterior: estabilidade no comando técnico.
Depois da saída de Tite, a seleção passou por Ramon Menezes, Fernando Diniz e Dorival Júnior antes da chegada do italiano, em maio de 2025. Ao todo, 96 jogadores foram convocados durante o ciclo.
A rotatividade refletiu um período em que a seleção atravessou diferentes comandos e projetos até encontrar o treinador que a levaria ao Mundial.
"A Copa do Mundo acabou com uma geração de jogadores, de grandes jogadores, e tem que começar uma nova geração", afirmou o treinador no início de setembro.
Alguns dos principais nomes da geração anterior já não aparecem neste começo de caminhada, como Neymar, Casemiro e Danilo.
A lista para os três primeiros amistosos deste ciclo reforça o tamanho da mudança. Dos 26 jogadores que disputaram a Copa de 2026, apenas nove foram chamados para os primeiros compromissos do novo ciclo.
"Temos que priorizar jovens que terão idade para a próxima Copa do Mundo, ou a próxima Copa América", disse Ancelotti ao anunciar a convocação.
A instabilidade do último ciclo não ficou restrita às mudanças no comando ou ao número de jogadores testados.
O Brasil terminou as Eliminatórias para a Copa de 2026 apenas na quinta colocação, com 28 pontos e 51% de aproveitamento, sua pior campanha desde que a competição passou a ser disputada no atual formato de pontos corridos.
O período também teve marcas negativas até então inéditas para a seleção.
O Brasil perdeu pela primeira vez uma partida de Eliminatórias como mandante, diante da Argentina, no Maracanã, em 2023. Além de sofrer a primeira derrota para a Colômbia na competição e, já sob o comando de Dorival Júnior, foi goleado por 4 a 1 pela Argentina, em Buenos Aires, a pior derrota na história das Eliminatórias.
Na Copa América de 2024, outro sinal de dificuldade: uma vitória em quatro partidas e eliminação para o Uruguai nas quartas de final.
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