Criação de Ministério da Segurança Pública será bom para MS, avalia Sejusp
A proposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de criar um Ministério da Segurança Pública, separado do atual Ministério da Justiça, é vista de forma positiva pela Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) de Mato Grosso do Sul.
Para o secretário-executivo da pasta, Wagner Ferreira da Silva, a iniciativa poderá beneficiar o Estado, principalmente com a ampliação da atuação das forças federais nas regiões de fronteira com Paraguai e Bolívia.
“Se isso acontecer, será muito bom para o Estado.
E nós, com certeza, continuaremos colaborando com a União.
Quanto mais órgãos envolvidos nesse processo, entendemos que será melhor para a população”, afirmou Wagner, na manhã desta segunda-feira (26), durante coletiva de imprensa sobre o balanço da operação policial no segundo turno das eleições de 2026.
A criação do novo ministério é uma das propostas de Lula para o próximo mandato, após sua reeleição neste domingo (25).
A intenção é desmembrar o Ministério da Justiça e Segurança Pública para estabelecer uma pasta exclusiva para coordenar as políticas nacionais de segurança, ampliar a integração entre as forças policiais federais, estaduais e municipais e fortalecer o enfrentamento ao crime organizado.
Em Mato Grosso do Sul, a expectativa de maior participação da União nas ações de segurança está relacionada principalmente à fiscalização das fronteiras, utilizadas como rotas para o tráfico internacional de drogas e armas.
Wagner destacou que o Estado já atua em cooperação com órgãos federais e que o fortalecimento dessa parceria poderá contribuir para o trabalho das forças policiais.
“A responsabilidade pela fronteira, constitucionalmente, é da União.
O Estado de Mato Grosso do Sul, assim como os demais estados, atua em regime de cooperação.
Portanto, essa é uma atribuição federal”, explicou.
O secretário-executivo também ressaltou que o combate ao tráfico de drogas já é realizado por meio de acordos de cooperação com o Ministério da Justiça e Segurança Pública.
“Nós atuamos em razão de um acordo de cooperação com o Ministério da Justiça.
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