Prefeito de MS que agiu como “inimigo” terá reciprocidade, diz Vander
Prefeitos de Mato Grosso do Sul que trataram o PT como “inimigo” durante a campanha eleitoral terão o mesmo tratamento político a partir de agora, segundo o deputado federal e presidente estadual do partido, Vander Loubet.
Em entrevista ao Campo Grande News nesta segunda-feira (26), o parlamentar criticou a postura de gestores municipais que, apesar de beneficiados por recursos e ações do governo federal, adotaram uma posição hostil à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito neste domingo (25) para seu quarto mandato.
“Agora, eu entendo que será a hora da reciprocidade mesmo.
Quem nos tratou como inimigo, como inimigo será tratado”, disse Vander.
Após seis mandatos consecutivos na Câmara dos Deputados, Vander apostou na proximidade com Lula, na articulação com Brasília e na relação construída com prefeitos do interior para conquistar uma das duas vagas em disputa no Senado.
A estratégia, no entanto, não garantiu sua eleição, e as duas cadeiras de Mato Grosso do Sul ficaram com os candidatos do PL, Reinaldo Azambuja e Renan Contar.
Na reta final da campanha, o petista chegou a afirmar, em entrevista ao podcast Na Íntegra, do Campo Grande News , que mantinha abertura para receber apoio de integrantes das administrações de 67 municípios, mesmo sem contar com o respaldo formal de todos os prefeitos.
A expectativa era transformar a experiência na liberação de recursos federais e no atendimento às demandas municipais em apoio eleitoral, inclusive fora da base tradicional do PT.
“Se tem alguém que foi bem tratado pelo governo do Lula, foram os prefeitos, foram os vereadores.
E muitos deles, nacionalmente estou falando, de forma covarde, optaram por nos tratar como inimigos”, opinou o petista.
O deputado não revelou quais prefeitos considera responsáveis por essa postura, mas fez questão de diferenciar os gestores que mantiveram uma relação de respeito político daqueles que, em sua avaliação, ultrapassaram os limites da disputa eleitoral.
“Não foi adversário, foi inimigo e será tratado como inimigo”, reforçou.
Ele também reconheceu que houve prefeitos que adotaram uma postura democrática durante a campanha.
“Tem prefeitos que são aliados.
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