Sensor à base de amido muda de cor para indicar umidade em embalagens de alimentos
Pesquisadores brasileiros desenvolveram um sensor biodegradável, feito à base de amido, que muda de cor para indicar a entrada de umidade nas embalagens de alimentos.
Graças à adição do sal cloreto de cobalto em sua composição, o dispositivo inteligente altera visualmente a sua coloração, do tom azul para o rosa, conforme a umidade aumenta ou diminui.
A tecnologia permite que consumidores e fabricantes monitorem a qualidade e a crocância de alimentos como biscoitos a olho nu ou pela tela do celular, sem a necessidade de equipamentos complexos.
O trabalho foi liderado por pesquisadores do Instituto de Química de São Carlos da Universidade de São Paulo (IQSC-USP) e recebeu apoio da FAPESP por meio de três projetos (23/10141-2, 20/08727-0 e 25/26623-1).
Seus resultados foram publicados em junho na revista Food Chemistry.
Para começar os testes, os autores utilizaram biscoitos do tipo cream cracker, que são altamente sensíveis à umidade e perdem rapidamente a crocância quando armazenados em condições inadequadas.
Os resultados mostraram que a mudança da cor acompanhou o aumento da umidade e apresentou forte relação com a perda de textura dos biscoitos, indicando que o sensor conseguiu refletir alterações reais nas condições de armazenamento.
Em apenas alguns segundos, o pequeno cilindro à base de amido inserido próximo aos biscoitos muda de cor, e varia entre vários tons de azul e rosa.
Quando o sal fica seco, ele fica azul.
Quando o sal fica hidratado, torna-se rosa, indicando a presença de vapor d’água.
Isso acontece porque o cloreto de cobalto sofre hidratação na presença da água, o que provoca uma alteração na sua estrutura química e, consequentemente, a mudança na coloração.
“O diferencial desse estudo foi ter uma área maior de superfície para o sensor, fazendo com que apresente uma resposta bastante sensível e permitindo observar diferentes condições de umidade no interior da embalagem.
Se eu coloco em um ambiente muito seco, ele responde.
Se, ao contrário, eu coloco em um ambiente muito úmido, ele também responde”, explica Bianca Maniglia, professora do IQSC-USP e orientadora da pesquisa.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistagalileu.globo.com — o conteúdo pertence a Galileu.