Mulher baleada pelo ex fica tetraplégica e decide estudar perícia criminal: 'Última voz da vítima'
Gisele Fiales ficou tetraplégica após ser baleada pelo ex-companheiro Arquivo Pessoal Gisele Fiales ficou tetraplégica após ser baleada pelo ex-companheiro há mais de 30 anos.
Hoje, ela usa a experiência de ter sobrevivido a uma tentativa de feminicídio como um alerta para ajudar outras mulheres em São Vicente, no litoral de São Paulo.
Além de ser ativista, a mulher de 49 anos está estudando investigação forense e perícia criminal.
Ao g1, ela explicou ter sido motivada pela importância desse trabalho para as vítimas de feminicídio, como o caso do tenente-coronel Geraldo Neto, acusado de matar a esposa Gisele Alves, encontrada morta com um tiro na cabeça, no apartamento onde o casal morava em São Paulo. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp.
"Se não fosse o trabalho incrível da perícia, não ia ser descoberto.
Então, a perícia é a última voz da vítima.
É um trabalho que me motiva para a justiça ser feita e esse tipo de crime não ficar impune", destacou Gisele.
Agora no g1 Início do relacionamento Aos 14 anos, Gisele saiu da casa dos pais para morar com o primeiro namorado.
"Ele demonstrava muito carinho, queria fazer tudo por mim, me agradar e dizia que iria me tirar daquela vida e que eu teria uma vida melhor", contou a mulher, por meio de nota divulgada pela Prefeitura de São Vicente.
Em um ano, ela deixou de estudar, perdeu o contato com as amigas e passou a viver sob controle do homem.
Gisele destacou que o namorado voltava a apresentar o comportamento do início da relação após as agressões físicas e psicológicas, o que a fazia acreditar em uma mudança.
"Depois que ocorria toda a confusão, a briga e as agressões, no outro dia ele vinha com bombons.
Ele me levava ao shopping, fazia coisas para mim.
Ele voltava a me dar tudo aquilo que tinha dado no começo.
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