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Economia

Mercado reabre com dólar no maior nível em 5 meses e 9 quedas do Ibovespa

UOL Economia ·
Mercado reabre com dólar no maior nível em 5 meses e 9 quedas do Ibovespa

Os mercados brasileiros retomam os negócios nesta semana em busca de recuperação após dias de pressão, com o dólar subindo nas cinco últimas sessões, chegando a testar o patamar de R$ 5,25, o maior desde março, e com o Ibovespa acumulando sequência de nove perdas.

Dólar comercial avançou por cinco pregões seguidos e chegou a ser cotado no maior valor ante o real desde março. Entre a mínima e a máxima, a moeda americana subiu 3,3%, no intervalo entre R$ 5,08 e R$ 5,25. O movimento é puxado pela saída de recursos estrangeiros da Bolsa e pela percepção de maior risco no Brasil.

Ibovespa acumulou queda de mais de 7% em uma das piores sequências recentes. O índice da B3 chegou ao nono pregão seguido de baixa, movimento que, pela duração e pela intensidade, é apontado como um dos piores dos últimos anos.

A última vez que o principal índice da Bolsa brasileira havia registrado oito quedas consecutivas foi em 10 de agosto de 2023, mas nessa sequência, a queda foi menor, de 2,95%. O movimento atual, portanto, chama atenção não apenas pela duração da sequência, mas também pela intensidade da correção. Einar Rivero , sócio-fundador da Elos Ayta

Saída de estrangeiros da B3 ganhou força em agosto e pesou sobre as ações. O saldo líquido do mês ficou negativo em mais de R$ 11 bilhões, com investidores reduzindo exposição em meio à combinação de incerteza externa e dúvidas sobre o cenário doméstico.

Relatório do JPMorgan rebaixou a recomendação para o Brasil e piorou o humor do mercado. O banco citou sinais de desaceleração, deterioração do ciclo de crédito e avaliação de que o ciclo de cortes de juros no país pode estar perto do fim.

Um vetor que pressionou a Bolsa sem dúvida foi o relatório do JP Morgan, rebaixando a recomendação de investimento no Ibovespa de overweight para neutro, apontando uma maior percepção de risco Brasil, com possível estagnação de corte de juros após setembro de 2026 e efeitos das eleições em outubro deste ano. Gabriel Magno, chefe de alocação de investimentos e sócio da AW Capital

Juros altos nos EUA estão no centro das apostas e ajudaram a fortalecer o dólar no mundo. Com a expectativa de aperto monetário pelo Fed (Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos), investidores passaram a buscar títulos do governo americano, o que reduz o fluxo para mercados como o Brasil.

Preocupações com as contas públicas voltaram ao radar e alimentaram o prêmio de risco. Profissionais do mercado apontaram dúvidas sobre a trajetória da dívida pública brasileira e o espaço fiscal nos próximos anos como um fator por trás da pressão sobre o real e sobre a Bolsa.

Disputa comercial com os EUA adicionou incerteza e mexeu com ativos ligados a exportação.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.

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