Bebê de 1 ano torturado: mãe usava gelo para tentar sumir com marcas de agressões, diz polícia
Mãe usava gelo para sumir com marcas de agressões em bebê torturado no interior de SP A mãe do bebê de 1 ano, que foi vítima de tortura por cerca de 4 meses, usava gelo para tentar ocultar os hematomas da criança, em São João da Boa Vista (SP), segundo investigação da Polícia Civil.
Ela e o padrasto do menino foram presos na segunda (31) por tortura e tentativa de homicídio. 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram "A mãe alegava que os machucados da criança seriam decorrentes de queda, só que ela estava muito machucada.
Inclusive a gente apurou que ela se utilizava de gelo constantemente para tentar sumir [com] as marcas das agressões.
Ela batia na criança em locais de pouca visibilidade, nas nádegas, nas solas dos pés, nas mãos, usando a colher de pau como palmatória", afirmou o delegado Fabiano Antunes de Almeida.
As identidades dos suspeitos não foram divulgadas.
A defesa do casal informou à reportagem da EPTV, afiliada da TV Globo, que não teve acesso aos laudos que resultam na prisão e que vai demonstrar a realidade do ocorrido no processo.
O caso está em segredo de Justiça.
LEIA TAMBÉM: PAI: 'Chorei bastante': pai lembra reencontro com bebê torturado em SP; mãe e padrasto são presos O QUE SE SABE: Bebê torturado tinha rosto colocado em água quente e era agredido com colher de pau, diz delegado Como eram as agressões O delegado Fabiano Antunes de Almeida fala sobre tortura de bebê; polícia apreendeu celulares e outros objetos de mãe e padrasto em São João da Boa Vista (SP) Reprodução/EPTV Segundo a polícia, a criança era vítima de: privação de sono administração de medicamento controlado sem prescrição médica agressões físicas com colher de pau isolamento como forma de castigo submersões do rosto em água quente caminhadas na madrugada, além de outras práticas violentas.
"O casal trocava mensagem entre eles e o padrasto orientava a mãe como agir.
A criança era trancada no banheiro nua e apanhava com uma colher de pau.
Era ministrado um medicamento de tarja preta, o Diazepam, para que essa criança dormisse, ela [era submetida a] caminhadas forçadas durante a madrugada e o mais grave: enforcamento e submersão em uma bacia com água quente por reiteradas vezes.
Conforme as mensagens, [a submersão era] de 5 em 5 minutos", afirmou o delegado.
O delegado informou que não divulgou o conteúdo das mensagens para não atrapalhar as investigações.
O episódio mais grave teria ocorrido em 19 de junho, quando o menino apresentou traumatismo craniano grave, hematoma subdural - que é o acúmulo de sangue entre a superfície do cérebro e a dura-máter, a membrana externa e resistente que reveste o cérebro, e extensas hemorragias retinianas - sangramento na retina ou interior dos olhos.
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