Útero com malformação pode passar anos sem sintomas e afetar gravidez
Uma mulher pode passar boa parte da vida sem saber que nasceu com um útero de formato diferente.
A descoberta, muitas vezes, acontece por acaso durante um ultrassom ou somente quando surgem dificuldades reprodutivas ou complicações na gravidez.
Entre as chamadas malformações uterinas congênitas estão o útero unicorno e o bicorno.
As alterações surgem ainda durante o desenvolvimento embrionário.
Na formação do sistema reprodutor feminino, duas estruturas chamadas ductos de Müller precisam se desenvolver e se unir adequadamente.
Quando alguma etapa não ocorre por completo, o útero pode adquirir formatos diferentes.
“É importante reforçar que a mulher já nasce com essa alteração.
Ela não desenvolve um útero bicorno ou unicorno ao longo da vida”, explica Grazielly Teles, ginecologista especialista em endometriose e saúde integral da mulher, em Campinas e Atibaia (SP).
Segundo a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia ( Febrasgo ), as malformações uterinas atingem cerca de 3% a 5% da população geral.
A frequência exata é difícil de determinar justamente porque muitas mulheres não apresentam sintomas.
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