Os 35 anos de ‘A Bela e a Fera’: os segredos por trás do clássico da Disney
Prestes a completar 35 anos, “A Bela e a Fera” continua como um dos maiores clássicos da Disney . Lançada nos Estados Unidos em 22 de novembro de 1991, a animação acompanha Bela, que aceita ocupar o lugar do pai como prisioneira em um castelo encantado e, com o tempo, se aproxima da Fera .
Primeiro longa-metragem de animação da história indicado ao Oscar de Melhor Filme , a produção marcou gerações e foi homenageada na sexta-feira, 14, durante a D23 , em Anaheim. O painel reuniu nomes ligados ao filme e à adaptação para a Broadway , como Paige O’Hara, voz original de Bela, o produtor Don Hahn, o animador Mark Henn e a atriz Susan Egan, que interpretou a personagem no musical.
Vencedora dos Oscars de Melhor Trilha Sonora Original e Melhor Canção Original, “A Bela e a Fera” marcou a indústria ao combinar animação tradicional desenhada à mão com recursos digitais em algumas de suas cenas mais conhecidas.
Essa combinação de técnicas aparece em uma das sequências mais marcantes do filme: o baile entre Bela e a Fera. Segundo a Walt Disney Company, a equipe utilizou computação gráfica para construir o salão em três dimensões, enquanto os personagens foram desenhados à mão. A tecnologia permitiu movimentos de câmera mais complexos e deu maior sensação de profundidade à dança.
Embora dure menos de dois minutos, a cena exigiu meses de trabalho. Segundo o animador Mark Henn, em entrevista ao BuzzFeed, foram necessários entre três e seis meses para desenhar a sequência.
Outra dança também chama a atenção nos bastidores. Na cena final, após a transformação da Fera em príncipe, os personagens ao fundo permanecem praticamente imóveis. Henn explicou que movimentar todos eles elevaria os custos e desviaria a atenção do casal no centro da cena.
Para concluir o filme dentro do prazo, a equipe ainda reaproveitou movimentos da dança final de “A Bela Adormecida” . Segundo o codiretor Gary Trousdale, a produção estava a poucos dias da data-limite para entregar a animação.
O reconhecimento também chegou à temporada de premiações. “A Bela e a Fera” se tornou o primeiro longa-metragem de animação indicado ao Oscar de Melhor Filme. Na época, a Academia ainda não concedia o prêmio de Melhor Animação , categoria criada apenas em 2001 e entregue pela primeira vez em 2002.
Ao todo, o filme recebeu seis indicações ao Oscar de 1992, três delas a Melhor Canção Original . O longa conquistou duas estatuetas: Melhor Trilha Sonora Original e Melhor Canção Original, por “Beauty and the Beast”.
A recepção positiva, porém, começou antes mesmo do Oscar . Uma versão ainda inacabada do filme foi exibida no New York Film Festival, em setembro de 1991. Segundo Paige O’Hara , voz original de Bela, o público aplaudiu as músicas e, ao fim da sessão, deu uma ovação de pé que durou cerca de dez minutos. De acordo com a atriz, foi naquele momento que a equipe percebeu que havia produzido um futuro clássico.
A animação clássica de 1991 está disponível para assistir no Disney+ no Brasil.
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