Bilionário prevê base na Lua no início dos anos 2030 e trabalho no espaço
O bilionário Dylan Taylor, fundador e CEO da Voyager Technologies, afirmou à revista Fortune nesta segunda-feira, 17, que humanos deverão viver e trabalhar na Lua no início da década de 2030.
Segundo o executivo, a expansão da atividade espacial para além da órbita terrestre poderá levar à criação de uma base lunar com presença humana permanente e, em uma perspectiva mais distante, até a formação de pequenas comunidades em Marte.
“Os humanos definitivamente viverão e trabalharão no espaço”, disse Taylor à Fortune.
Para ele, a Lua será o próximo passo após a permanência de astronautas em estações espaciais.
“Isso acontecerá na década de 2030, provavelmente no início da década de 2030”, afirmou.
“Teremos uma base lunar, pessoas vivendo e trabalhando na Lua.
Você poderá olhar para a Lua e ver luzes nela”.
O executivo observa que seres humanos já trabalham continuamente no espaço há 26 anos, principalmente a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS), mas que a indústria busca ampliar esse grupo para além de astronautas treinados.
Mineração e infraestrutura devem impulsionar nova economia espacial Taylor prevê que a presença humana na Lua estará ligada a atividades econômicas como mineração de recursos naturais, construção de redes elétricas e operação de centros de dados em órbita.
O executivo também considera que algumas dessas funções exigirão trabalhadores humanos, apesar do avanço da robótica.
“Você não vai conseguir programar o Optimus Prime para fazer tudo na Lua”, disse, em referência ao robô humanoide da Tesla.
“Você vai precisar de humanos para descobrir como fazer isso.” A aposta de Taylor no setor espacial começou antes de ele comandar a Voyager.
Em 2007, tornou-se investidor-anjo da Space Adventures e, posteriormente, participou dos primeiros investimentos na Relativity Space.
Em 2017, fundou a organização sem fins lucrativos Space for Humanity e, dois anos depois, criou a Voyager Technologies.
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