Mulher resgata gato ferido e no veterinário em Curitiba descobre que era uma jaguatirica
Uma mulher resgatou um gato cinza rajado – uma das pelagens mais comuns na região – que estava ferido na região do Contorno Norte, entre Curitiba e Colombo, na Região Metropolitana. Ao levar o animal ao consultório veterinário, ela descobriu que estava com uma jaguatirica, que é um felino selvagem muito parecido com um gato doméstico.
Ao sair do consultório, ela se deparou com uma equipe da Polícia Militar do Paraná (PMPR) em patrulhamento pelo bairro Juvevê. A equipe foi abordado pela mulher que pediu por ajuda. Conforme ela relatou aos policiais, ela transitava pela Contorno Norte quando avistou o animal ferido.
Acreditando ser um gato doméstico, ela levou o animal até o Hospital Veterinário de Curitiba, localizado no região do bairro Taboão. Ele contou que lá, o veterinário constatou tratar-se de um animal silvestre, uma jaguatirica. E, portanto, não poderia ser atendido no local.
A equipe policial foi acionada e, após orientações do Batalhão Ambiental da Polícia Militar do Paraná, o animal foi transportado em uma caixa apropriada até a 3ª Cia do 12º BPM.
Na unidade, a equipe do BPAmb recolheu o animal que foi encaminhado para o tratamento em região adequada.
A jaguatirica (nome científico: Leopardus pardalis ), também conhecida como ocelote , é uma espécie de mamífero carnívoro pertencente à família dos felídeos, sendo um dos dez representantes do gênero Leopardus . São reconhecidas dez subespécies, com o gato-maracajá ( L. wiedii ) sendo a espécie mais próxima da jaguatirica. Ocorre desde o sul dos Estados Unidos até o norte da Argentina, mas já foi extinta em algumas regiões de sua distribuição geográfica.
É um felídeo de porte médio, com 72,6 a 100 centímetros de comprimento e peso entre 7 e 15,5 quilos. O padrão de coloração da pelagem é muito semelhante ao do gato-maracajá ( L. wiedii ), mas a jaguatirica é maior e possui a cauda mais curta. É um animal solitário, noturno, territorial e os machos possuem territórios que se sobrepõem sobre os de várias fêmeas.
Alimenta-se principalmente de roedores, mas também de animais de porte maior como ungulados, répteis, aves e peixes. Caça à noite, formando emboscadas. Alcança a maturidade sexual entre 26 e 28 meses de idade, e as fêmeas dão à luz geralmente um filhote por vez, com cerca de 250 gramas.
No Brasil, apenas a subespécie L. p. mitis foi considerada em alguma categoria de ameaça, mas atualmente ela não figura na lista nacional. Já foi muito caçada por conta do comércio ilegal de peles e vendida como animal de estimação, mas a maior ameaça é a destruição e degradação do habitat.
A sua beleza e relativa docilidade já fizeram com que a jaguatirica fosse desejada como um animal de estimação exótico. Por ser de porte relativamente menor, a espécie não traz problemas com ataques a seres humanos, mas pode causar problemas com ataques a galinheiros.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bemparana.com.br — o conteúdo pertence a Bem Paraná.