Movimentação dos EUA na Venezuela e o embate sobre a geopolítica sul-americana
Operação militar dos EUA na Venezuela para prender Nicolás Maduro ocorreu em 3 de janeiro deste ano Depois da intervenção militar do governo dos Estados Unidos (EUA) na Venezuela, na madrugada de 3 de janeiro desse ano, para capturar o então presidente Nicolás Maduro, a única certeza que se tem até aqui é que a Venezuela se tornou uma base norte-americana, diante de uma presidente interina que age como fantoche.
Por isso as eleições presidenciais brasileiras se tornaram estratégicas para a geopolítica da América do Sul.
No debate entre os candidatos a presidente na noite de domingo, na TV Bandeirantes, o tema foi apenas citado de passagem em um momento de trocas de acusações mútuas, quando foi falado sobre Escudo das Américas, uma aliança desenhada pelo governo de Donald Trump com os governantes sul-americanos sob a alegação de reforço militar para uma suposta atuação conjunta contra o narcotráfico.
O Brasil ainda não integra essa aliança.
Ficou notório que, no Brasil, falharam as estratégias de convencimento diplomático quando os interesses de Washington foram rechaçados pelo governo brasileiro.
Quando isso ocorre, o governo norte-americano recorre ao uso da força militar ou às chamadas guerras híbridas, em que o sistema judicial e o controle de dados por algoritmos são usados como novas armas de contenção ideológica do continente, manipulando as redes sociais para interferir nas eleições.
Então, no momento em que o país se preparava para o debate entre os presidenciáveis, a Revista Sociedade Militar noticiava que dois aviões de operações especiais dos EUA pousam em Puerto Ayacucho, cidade venezuelana a 345 km do Brasil, dois dias depois de chegarem a Caracas.
Conforme o site, os C-146A da Força Aérea norte-americana passaram seis horas sem sinal no sábado e foram vistos em solo no domingo, sem qualquer nota oficial de Washington nem de Caracas.
O C-146A é usado pelos EUA para transportar equipes e cargas a pistas curtas, longe de grandes bases.
Não foi informado quem ou o que estava a bordo nos voos.
Puerto Ayacucho é a capital do estado venezuelano do Amazonas, à margem do Rio Orinoco, na divisa com a Colômbia.
É a principal porta de entrada da Amazônia venezuelana, região que se estende até a fronteira com o Brasil.
O ponto da fronteira brasileira mais próximo, a 345 km, fica no extremo Oeste de Roraima, em área da Terra Indígena Yanomami.
Do lado de Roraima, a fronteira com a Venezuela é responsabilidade da 1ª Brigada de Infantaria de Selva, que reúne o 7º Comando de Fronteira Roraima, o 18º Regimento de Cavalaria Mecanizado e o 1º Batalhão de Infantaria de Selva.
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