Rabobank: Margens e oferta de insumos menores pressionam soja e milho
A produção brasileira de soja e milho passa por desafios frente à menor disponibilidade de insumos, recursos financeiros mais restritos e a ocorrência do iminente fenômeno climático El Niño.
As perspectivas fazem parte da análise setorial de agosto do Rabobank.
No caso da soja, o banco estima uma produção de 182 milhões de toneladas na safra 2025/26, com exportações que podem chegar a 114 milhões de toneladas.
O esmagamento doméstico também deve alcançar recorde, de 63 milhões de toneladas, 4 milhões de toneladas acima do registrado no ciclo anterior.
Apesar dos volumes elevados, a rentabilidade dos produtores permanece pressionada.
Para a próxima temporada, o Rabobank prevê uma mudança no ritmo de expansão da cultura.
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Para a safra 2026/27, a projeção inicial do banco é de 178 milhões de toneladas, abaixo do recorde anterior.
A redução projetada está relacionada à normalização da produtividade após dois anos de rendimentos consideráveis.
O possível avanço do fenômeno climático El Niño e a volatilidade dos custos dos insumos também aparecem entre os principais riscos para a próxima temporada.
Outro fator de atenção para a soja é o cenário comercial entre Estados Unidos e China.
Segundo o Rabobank, a menor demanda chinesa pela soja norte-americana tem favorecido o produto brasileiro e ajudado a sustentar os preços domésticos.
Em Rondonópolis (MT), as cotações subiram 5% no início de agosto em relação ao mês anterior.
Esse quadro, no entanto, pode mudar dependendo das negociações entre Washington e Pequim.
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