Primeiro data center de IA na Amazônia gera debate por risco de ‘ilhas de calor’ e expõe ausência de regras específicas no Brasil
Belém terá o 1º data center de IA da Amazônia A área portuária de Miramar, no bairro do Barreiro, em Belém, vai receber o primeiro data center para Inteligência Artificial da Amazônia, o BEL1, da Elea Data Centers.
O projeto é alvo de um inquérito civil do Ministério Público do Pará (MPPA), que alerta para o risco de formação de "ilhas de calor" em uma região já castigada por temperaturas extremas.
O empreendimento também chama atenção para a ausência, no Brasil, de regras ambientais específicas para a instalação de data centers. 🔎 Data centers (centro de dados, em inglês) são espaços que armazenam e processam informações com equipamentos como servidores de armazenamento e chips de processamento.
Para processar grandes volumes de dados, essas máquinas consomem muita energia e geram calor continuamente.
Por isso, dependem de sistemas de resfriamento para espalhar esse calor para o ambiente.
O projeto vai iniciar com a capacidade de 7,5 megawatts, depois tem previsão de expansão para até 100 megawatts, segundo a empresa.
Esses números chamam a atenção de especialistas ouvidos pelo g1, pois só na etapa inicial a potência de 7,5 megawatts seria suficiente para abastecer mais de 22,5 mil residências na região Norte, de acordo com dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Energética (EPE), do Ministério de Minas e Energia.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Pará.