Quatro presos na Operação Cavalo de Troia em Bauru são transferidos para presídios em SP
Quatro investigados na Operação Cavalo de Troia são transferidos para penitenciárias Quatro dos cinco investigados presos temporariamente na Operação Cavalo de Troia foram transferidos para unidades prisionais do estado de São Paulo.
A movimentação ocorreu após o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) solicitar a prisão preventiva de todos os alvos da ação.
A operação foi deflagrada em 9 de setembro pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) para apurar suspeitas de fraude na licitação da concessão do sistema de gestão integrada de resíduos sólidos urbanos de Bauru (SP).
Na mesma data, o Gaeco deflagrou a Operação Mobius, que investiga fraudes em contratos da coleta seletiva na cidade. 📲 Participe do canal do g1 Bauru e Marília no WhatsApp Operação do Gaeco, com a apoio da PM, cumpriu diligências em secretarias municipais em Bauru Luís Negrelli/ TV TEM Segundo a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), a ex-secretária e a ex-secretária adjunta do Meio Ambiente, Cilene Bordezan e Sara Moura de Jesus, foram transferidas para a Penitenciária Feminina de Pirajuí (SP).
Já Hamilton Libório Agle, proprietário e CEO da Estre Ambiental, foi encaminhado para o Centro de Detenção Provisória (CDP) II de Osasco (SP), e Talita de Andrade Soares Chieregatti, funcionária da Estre Ambiental, para a Penitenciária Feminina de Sant’Ana.
A SAP informou que Vítor João de Freitas Costa, ex-secretário de Negócios Jurídicos, ainda não havia sido transferido para a rede estadual e permanecia na Cadeia Pública de Avaí (SP) até a última atualização desta reportagem.
Um sexto investigado, o consultor Mário Luiz Silvério, teve a prisão preventiva decretada pela Justiça e é considerado foragido.
Pedidos à Justiça A prisão preventiva dos investigados foi solicitada pelo MP-SP após a Justiça negar o pedido de revogação da prisão temporária apresentado pelas defesas.
No âmbito do processo, a defesa do executivo Hamilton Agle acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) com o pedido para que a prefeita de Bauru, Suéllen Rosim (PSD), seja investigada pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP).
O pedido argumenta que a prefeita assinou documentos e nomeou investigados citados na apuração do Ministério Público.
O relator do caso no STF, ministro Dias Toffoli, negou o pedido sob a justificativa de que é necessário ouvir previamente a autoridade reclamada.
Em nota, a defesa da prefeita informou que não há qualquer envolvimento de Suéllen Rosim nos fatos e ressaltou que a solicitação feita ao STF não partiu do município.
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