Não é só Almada: Argentina gasta mais que Brasil pela 1ª vez em 6 janelas
A decisão de Thiago Almada de retornar ao futebol sul-americano, depois de uma temporada no Atlético de Madri, para defender o River Plate, e não o Flamengo, não é bem um fato isolado.
Além de questões individuais, já devidamente explicadas pelo ex-jogador do Botafogo , a escolha reflete uma mudança em curso no comportamento dos clubes argentinos e brasileiros no Mercado da Bola.
Depois de um período em que foi ofuscado pelos investimentos pesados feitos por Flamengo, Palmeiras e cia., que rendeu uma inédita sequência de sete títulos consecutivos de Copa Libertadores da América aos times da nação verde e amarela, o país de Lionel Messi começou a reagir.
Impulsionado pelo River, o volume de dinheiro gasto pelos clubes da elite argentina em novos jogadores está superando o dos participantes do Brasileirão pela primeira vez em seis janelas de transferências.
Segundo dados do "Transfermarkt", plataforma especializada na cobertura do mercado da bola internacional, a Argentina contratou 85,6 milhões de euros (R$ 510,7 milhões) em reforços neste meio de ano, contra 71,6 milhões de euros (R$ 427,2 milhões) do Brasil.
Esses números ainda são parciais, já que a janela continua aberta nos dois países. Os argentinos têm até o próximo dia 2 para melhorar os seus elencos, enquanto os brasileiros trabalham com 11 de setembro como data-limite para contratações.
Mesmo com mais 20 dias de negócios pela frente, a Argentina já superou o valor investido em reforços das últimas três janelas de meio de ano (2023, 2024 e 2025). O Brasil, por outro lado, ainda não gastou nem 35% do total do mesmo período da temporada passada.
O responsável direto por essa mudança é o River, justamente o último time argentino a ganhar a Libertadores. O clube fez cinco das seis contratações mais caras do futebol local nesta janela.
Só Almada custou 20 milhões de euros (quase R$ 120 milhões), maior investimento já feito na contratação de um único jogador em toda a história do futebol portenho.
Como comparação, neste meio de 2026, o reforço mais caro do Brasil é o meia-atacante Gabriel Pec, que jogava nos EUA (Los Angeles Galaxy) e custou 10,5 milhões de euros (R$ 62,7 milhões) ao Cruzeiro.
Meio de 2026: ARG 85,6 milhões de euros x 71,6 milhões de euros BRA Início de 2026: ARG 47,2 milhões de euros x 267,3 milhões de euros BRA Meio de 2025: ARG 61,2 milhões de euros x 209,5 milhões de euros BRA Início de 2025: ARG 129,9 milhões de euros x 314,4 milhões de euros BRA Meio de 2024: ARG 84,5 milhões de euros x 195,4 milhões de euros BRA Início de 2024: ARG 95,1 milhões de euros x 208,9 milhões de euros BRA Meio de 2023: ARG 71,9 milhões de euros x 69,5 milhões de euros BRA
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