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Di María foi ameaçado com cabeça de porco e reergueu rival do Corinthians

UOL Esporte ·
Di María foi ameaçado com cabeça de porco e reergueu rival do Corinthians

Se os jogos entre Rosario Central e Corinthians, pela Libertadores, não terão Memphis , eles contarão com outra estrela: Ángel Di María. O campeão do mundo com a Argentina voltou às origens e ajudou a reerguer o clube que o revelou mesmo após sofrer ameaças.

O retorno de Di María ao Rosario Central era muito esperado, mas, ao mesmo tempo, temido pelo jogador. Assim que começou o "namoro" em 2024, o jogador passou a receber uma série de ameaças. Na época, Rosario, cidade considerada a mais violenta da Argentina, vivia uma onda de violência.

Muro pichado com ameaças, jura de morte a um familiar e, por fim, uma cabeça de porco dentro de uma caixa com bala de revólver deixada na casa do jogador foram alguns dos episódios que adiaram o retorno do meia-atacante ao Rosario Central enquanto ele ainda estava no Benfica (POR).

Era uma caixa com uma cabeça de porco com uma bala de revólver na parte da frente e uma mensagem que dizia que se eu voltasse ao Rosario Central, a próxima cabeça seria da minha filha [...] Só de ver o nome da minha filha em um cartaz e que mandem uma caixa com o que mandaram já superava qualquer coisa que eu poderia fazer. Foram meses horríveis. Nós apenas pensávamos e chorávamos todas as noites por não poder cumprir o sonho [de voltar ao Rosario Central]. Di María, ao canal Rosario3, em 2025

O sonho virou realidade no fim de maio de 2025, quando Di María foi anunciado pelo Rosario Central com contrato de um ano após 18 temporadas longe. As ameaças não se confirmaram, e o meia-atacante foi recebido como o ídolo que é no clube.

As expectativas foram justificadas logo de cara: Di María assumiu o protagonismo e guiou o time até a melhor campanha geral do Campeonato Argentino, ficando acima dos poderosos Boca e River. Foram sete gols e três assistências em apenas 16 jogos.

A campanha por si só não dava nenhum título ao Rosario Central, visto que os campeões na Argentina eram os vencedores do primeiro turno (Platense) e do segundo turno (Estudiantes).

Mas a Associação Argentina de Futebol (AFA) fez uma manobra que mudou o regulamento do futebol local, decidindo que o líder da tabela anual (soma dos dois turnos) também seria campeão.

A decisão polêmica da organização fez Di María virar ainda mais ídolo, já que ele foi o rosto da campanha que terminou com o primeiro título argentino do Rosario Central após 38 anos — a última conquista havia sido em 1987.

A campanha levou o Rosario Central à Libertadores e tem colocado os Canallas de volta ao mapa do futebol sul-americano. Foram 13 pontos na fase de grupos e uma classificação para o mata-mata que não vinha desde 2016, quando o clube foi até as quartas de final.

De lá para cá, o time havia jogado as edições de 2019 e 2024, mas não passou da primeira fase do torneio.

Quando as oitavas da Libertadores foram sorteadas, Di María e Memphis viraram os rostos do confronto de hoje e os dois estavam em fim de contrato com os clubes.

Di María fez o contrário e ficou no Rosario Central.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Esporte.

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