Cupins criam sistema de ar-condicionado natural mais eficiente que o dos humanos
Uma estrutura construída por insetos de menos de um centímetro vem surpreendendo a comunidade científica pela complexidade arquitetônica.
Na Chapada dos Veadeiros, em Goiás, a casa dos cupins demonstra uma capacidade única de regulação térmica, mantendo o ambiente interno agradável independentemente das variações extremas do clima do Cerrado.
Durante o trabalho de campo, os cientistas mediram a temperatura e o ecossistema construído por cupins.
Foto: Delcio Goncalves/Instituto Serrapilheira Além disso, os cientistas constataram que essa engenharia natural funciona como um sistema de refrigeração de alta eficiência sem consumo energético.
Dessa forma, o modelo construtivo atrai o interesse de especialistas para a criação de edifícios sustentáveis.
Pesquisa na Chapada dos Veadeiros analisa a engenharia dos cupins Para investigar o fenômeno, um projeto reuniu 16 estudantes brasileiros na cidade de Cavalcante, região que abriga a savana de maior biodiversidade do planeta.
De início, o grupo coordenado pelo Programa de Formação em Ecologia Quantitativa buscou entender como a espécie adapta suas habitações às oscilações térmicas da região.
Por outro lado, a equipe utilizou ferramentas acessíveis criadas durante um hackathon prévio em Brasília.
Assim, os pesquisadores uniram c onhecimentos de biologia, física e ciência da computação para monitorar a rotina desses pequenos construtores.
Cientistas espalham 100 toneladas de polpa de café e veem árvores surgir em área de capim após dois anos Temperatura de 23°C dentro do ninho Durante as medições de campo, os sensores registraram que a média do calor interno nas estruturas erguidas pelos cupins permaneceu estabilizada em 23 °C.
Enquanto isso, do lado de fora, os termômetros da Chapada marcavam mais de 30 °C ao longo do dia e caíam para 11 °C durante a noite.
O sensor de temperatura batizado de ‘Tamanduíno’ mede a estabilidade térmica no habitat dos cupins.
Foto: Delcio Goncalves/Instituto Serrapilheira Para medir essa variação com precisão, os cientistas projetaram um dispositivo eletrônico próprio de baixo custo, batizado de ‘Tamanduíno’.
Dessa forma, o monitoramento constante comprovou o isolamento térmico eficiente alcançado pelos insetos.
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