Imóvel em garantia: crédito para quitar dívidas
CURITIBA (PR) — Com o endividamento das famílias brasileiras alcançando o patamar recorde de 82% em julho de 2026, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC/CNC), a busca por liquidez e reorganização financeira tornou-se prioridade no orçamento doméstico.
Nesse cenário de pressão sobre o caixa familiar, colocar a casa ou o apartamento à venda surge como uma tentativa de obter capital rápido para liquidar débitos de juros elevados.
No entanto, levantamentos de mercado revelam que a desmobilização precipitada de um bem costuma custar caro ao bolso do consumidor, provocando perdas patrimoniais permanentes.
No Banco Bari, instituição financeira referência em empréstimos com garantia de imóvel no Brasil, cerca de 46% das pessoas que procuram o produto têm como objetivo principal a quitação de dívidas.
A busca por essa modalidade reflete a necessidade de substituir compromissos financeiros pulverizados e de alto custo,por uma linha de crédito estruturada, com parcelas previsíveis e prazos de pagamento estendidos, que podem chegar a até 20 anos.
A matemática por trás da venda emergencial de imóveis expõe um descompasso financeiro acentuado.
Dados do indicador Raio-X FipeZAP mostram que aproximadamente dois terços (66%) das transações imobiliárias no país envolvem a concessão de algum tipo de desconto.
Nas vendas em que há negociação de preço, o deságio médio fica em torno de 10% sobre o valor originalmente pedido.
Quando a urgência para quitar débitos reduz o tempo de exposição do bem no mercado, o proprietário é obrigado a aceitar abatimentos ainda maiores, abrindo mão do valor acumulado no imóvel e também da sua valorização futura, que registrou alta de 6,52% nos preços residenciais no Brasil em 2025.
Como alternativa à alienação apressada, o Empréstimo com garantia de imóvel — também conhecido como Home Equity, permite ao proprietário obter até 60% do valor de avaliação da propriedade em crédito líquido.
Por contar com a garantia real do imóvel residencial ou comercial, as instituições financeiras operam com risco reduzido, repassando a segurança na forma de taxas de juros significativamente inferiores às do crédito pessoal tradicional, mantendo o cliente na posse e no uso regular do seu bem.
Para assegurar uma escolha financeira consciente, a avaliação do Custo Efetivo Total (CET) é indispensável.
Obrigatoriamente informado por bancos e financeiras em simulações e propostas, o CET consolida a taxa de juros nominal, tarifas administrativas, impostos (como o IOF) e seguros obrigatórios.
Na comparação entre propostas de diferentes instituições, a orientação técnica é analisar produtos de mesma finalidade, prazo e garantia, garantindo transparência no planejamento financeiro de longo prazo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Paraná.