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O cenário de ‘terra arrasada’ em estado termômetro da eleição presidencial

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O cenário de ‘terra arrasada’ em estado termômetro da eleição presidencial

Considerado um Estado decisivo para a leitura das eleições presidenciais, Minas Gerais chega à disputa pelo governo com um cenário fragmentado e sem candidaturas fortes de PT e PL.

Para o colunista do Radar Robson Bonin, a situação revela um quadro de fragilidade política que vai além da eleição estadual. (este texto é um resumo do vídeo acima) No programa VEJA em Foco , apresentado por Marcela Rahal, Bonin classificou como “triste” o cenário para o eleitor mineiro e afirmou que o Estado funciona como reflexo de um fenômeno político mais amplo.

Na avaliação do colunista, a situação atual é resultado, entre outros fatores, da forma como o então governador Romeu Zema conduziu seu projeto político.

Como a gestão Zema contribuiu para o cenário atual? Segundo Bonin, Zema construiu em Minas Gerais um projeto baseado na “negação da política”, que encontrou receptividade entre eleitores.

O modelo, segundo o colunista, partia da ideia de que um empresário poderia governar sem estabelecer relações políticas tradicionais ou construir alianças.

O problema, na avaliação de Bonin, apareceu no momento da sucessão.

Ao final da gestão de Zema, teria restado pouco de uma estrutura partidária capaz de dar continuidade ao projeto político no Estado.

Por que o candidato apoiado por Zema enfrenta dificuldades? Para Bonin, o candidato Mateus Simões, atual governador e vice de Zema, precisa ainda se tornar conhecido pelo eleitorado e não conseguiu produzir o mesmo efeito eleitoral de Cleitinho Azevedo, senador que aparece à frente dos demais nomes em pesquisas.

Continua após a publicidade A força de Cleitinho, segundo o colunista, estaria relacionada ao discurso de caráter antissistema.

Bonin afirma que esse tipo de mensagem encontra espaço entre eleitores insatisfeitos com a classe política e dispostos a votar de maneira punitiva.

“O Cleitinho, ele não consegue levar adiante esse tipo de projeto… Quem é político convencional, como a cúpula dos Republicanos, que sabe fazer política e acompanha os passos, já entende onde essa coisa vai dar.

E não é em coisa boa.” Continua após a publicidade Como mudou o patrimônio dos deputados mais votados de 2022 Por que o discurso antissistema ganhou força em Minas? Na análise de Bonin, a rejeição às instituições ajuda a explicar a vantagem de candidatos que prometem romper com a política tradicional.

Ele cita os baixos níveis de popularidade atribuídos ao Supremo Tribunal Federal e ao Congresso, além de notícias sobre escândalos e privilégios no poder público.

Nesse ambiente, afirma o colunista, cresce a disposição de parte do eleitorado para apoiar candidatos que prometem “implodir com tudo”.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.

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