Na Câmara, Amorim diz que classificação de facções como terroristas ameaça soberania e não traz 'ganhos concretos'
O assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, afirmou nesta terça-feira (12), em audiência na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados, que o governo brasileiro não tem "qualquer complacência" com organizações criminosas e defendeu a posição manifestada por ele sobre a classificação de facções brasileiras como grupo.
Convidado para explicar declarações feitas anteriormente sobre o tema, Amorim disse que é preciso contextualizar sua fala e reiterou o compromisso do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o combate ao crime organizado.
"É preciso deixar claro de início que não há qualquer complacência, tolerância ou relativização por parte do governo brasileiro em relação a essas facções ou aos atos por elas praticados", afirmou.
O debate ocorre após os Estados Unidos anunciarem a designação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas globais e manifestarem a intenção de classificá-los também como organizações terroristas estrangeiras, segundo relatou Amorim.
Agora no g1 Durante a audiência, o assessor do Palácio do Planalto afirmou que sua posição em defesa de um combate "firme e implacável" ao crime organizado é pública e conhecida.
Segundo ele, a segurança pública é uma prioridade nacional para o governo federal.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Política.