Advogado denuncia indícios de fraude em concurso público da Câmara de Jardim
Um advogado de Jardim procurou a Polícia Civil para denunciar supostas irregularidades na realização do concurso público da Câmara Municipal da cidade, organizado pelo IAN (Instituto de Avaliação Nacional).
O caso passou a ser investigado após o candidato apontar uma falha de impressão nas provas que indicava previamente quais seriam as alternativas corretas.
Conforme o relato registrado na Primeira Delegacia de Polícia de Jardim, o advogado Thin Sam dos Santos realizou o exame no domingo (16) para o cargo de advogado, com a prova tipo A.
Durante a aplicação do teste, o candidato suspeitou que as letras correspondentes às opções certas de resposta apresentavam um padrão diferenciado, estando visivelmente mais apagadas ou com tonalidade de tinta diversa em relação às alternativas incorretas.
Diante do padrão identificado durante a avaliação, o participante optou por assinalar as alternativas que apresentavam a falha gráfica em todo o caderno.
Ao conferir o gabarito oficial publicado pela banca organizadora, constatou que obteve pontuação máxima ao marcar exclusivamente as opções que continham a alteração na impressão das letras em todas as 40 questões da prova.
"Decidi seguir minha intuição e testar o padrão: parei de responder analiticamente e marquei no gabarito apenas as letras apagadas em todas as 40 questões.
O resultado? Gabaritei a prova inteira.
Quando o gabarito oficial saiu, a confirmação matemática do absurdo estava lá", relatou nas redes sociais.
A denúncia protocolada na Polícia Civil inclui a entrega do caderno de questões original e o pedido de apuração sobre as circunstâncias da impressão e distribuição dos exames.
Além do boletim de ocorrência, o candidato encaminhou representações formais ao MPMS (Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul) e ao TCE/MS (Tribunal de Contas do Estado) para solicitar a verificação do certame.
Os órgãos de controle e a autoridade policial responsável analisarão os fatos apresentados para apurar se houve uma falha gráfica no processo de impressão dos materiais ou manipulação para favorecer candidatos.
Até o momento, não há posicionamento oficial definitivo da banca organizadora ou do Poder Legislativo municipal sobre o andamento das investigações.
A reportagem acionou a Câmara de Vereadores da cidade por e-mail e aguarda retorno.
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