A ameaça do Irã contra nações do Golfo que apoiam militares dos EUA
O Irã advertiu nesta quarta-feira, 19, que considerará como uma participação direta nas ações militares dos Estados Unidos qualquer apoio oferecido por países do Golfo às forças americanas, aumentando a tensão na região.
“Queremos alertar: qualquer assistência ou facilitação prestada ao Exército agressor dos Estados Unidos equivale a uma participação nas operações militares americanas”, afirmou o general Ali Abdollahi, comandante das Forças Armadas do Irã, em um comunicado divulgado pela agência de notícias Mehr.
Segundo Abdollahi, Teerã acompanha a movimentação de aeronaves americanas nas bases instaladas em países da região.
“Parece improvável que um número tão grande de aviões militares, em particular aviões-tanque, se encontre em bases regionais sem o conhecimento dos países anfitriões”, declarou o general iraniano.
O alerta ocorre enquanto o porta-aviões USS George Washington é deslocado novamente para o Oriente Médio para substituir o USS Abraham Lincoln, em meio a relatos de condições precárias entre a tripulação durante a missão prolongada no Estreito de Ormuz.
Continua após a publicidade Os países do Golfo “que publicaram diversas declarações afirmando que não autorizariam os Estados Unidos a utilizar seu território contra o Irã devem saber que estamos perfeitamente a par”, completou o comandante das Forças Armadas iranianas.
Aumento das tensões A ameaça ocorre em meio ao impasse entre Washington e Teerã sobre o Estreito de Ormuz .
O presidente americano, Donald Trump , afirmou nesta quarta-feira que não há negociações em andamento ou previstas com o Irã. + Irã ameaça resposta ‘totalmente ofensiva’ no Estreito de Ormuz caso diplomacia com EUA falhe Continua após a publicidade A passagem por onde transitava, antes da guerra, 20% do petróleo e gás consumidos no planeta está efetivamente bloqueada desde os bombardeios conjuntos de Estados Unidos e Israel que deram início ao conflito no Oriente Médio, em 28 de fevereiro, elevando os preços de combustíveis globalmente.
Navios não autorizados por Teerã têm sofrido ataques intermitentes nessas águas.
Após o memorando de entendimento firmado entre Estados Unidos e Irã, que estabeleceu um prazo ambicioso de 60 dias para encerrar a guerra, chegar oficialmente ao fim na segunda-feira, Trump afirmou que o Irã deveria se render para pôr fim à guerra.
“Eles deveriam hastear a bandeira branca da rendição”, disse o republicano a um repórter da Fox News durante uma entrevista por telefone.
Continua após a publicidade O ocupante do Salão Oval ainda ameaçou atacar Omã caso o país interfira nas negociações com o Irã sobre o controle do Estreito de Ormuz.
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