Quem pode dançar chamamé? Professora explica mistério da dança
Se você acha que para dançar chamamé precisa ter experiência, dominar passos complicados ou até um “corpinho esbelto”, pode ficar tranquilo.
Segundo a argentina Zulma Quintana, que veio da Argentina para o 8º Festival Chamamé, em Campo Grande, o principal requisito é bem mais simples.
Basta sentir e acompanhar o ritmo da música.
“Qualquer um pode bailar, não tem que ter um corpinho esbelto”, brinca Zulma.
Para ela, quem sabe caminhar já pode começar a se arriscar na dança.
“Desde que nasce e aprende a caminhar, já pode começar a bailar, até que lhe dê a febre”, comenta.
Professora aposentada, Zulma e o marido, Marcos Ferreira, são professores de dança folclórica tradicional e vieram de Corrientes, considerada uma das principais referências do chamamé.
Para quem nunca dançou, Zulma explica que o primeiro passo é prestar atenção no compasso.
“É simples, é só seguir o compasso da música, neste caso o chamamé”, explica.
E não existe apenas uma maneira de dançar.
Segundo ela, há diferentes estilos dentro do próprio chamamé.
Entre eles, o balseado, considerado mais rápido, o cangui e o maceta, que mistura dança e sapateado.
O casal apresentou no festival justamente uma dessas variações e também se preparou para ensinar um pouco dos movimentos ao público.
“Nós mostramos um pouquinho do que aprendemos e ensinamos.
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