Parar com o Mounjaro pode aumentar risco de problemas no coração, diz estudo com diabéticos
Cada vez mais usados devido ao seus efeitos para a perda de peso, os remédios agonistas de GLP-1, como Mounjaro e Ozempic, são originalmente destinados ao tratamento de diabetes.
Agora, um novo estudo analisou que parar de tomar tais remédios pode aumentar a incidência de problemas no coração.
O novo estudo, assinado por pesquisadores da Universidade de Washington em St.
Louis, nos Estados Unidos, notou um aumento significativo no risco de eventos cardiovasculares graves apenas seis meses depois da suspensão da aplicação.
Os resultados, divulgados nesta segunda-feira (21), foram registrados em 18 de março na revista científica BMJ Medicine.
Os autores da pesquisa acompanharam, durante três, anos, cerca de 333 mil idosos americanos com diabetes tipo 2 - e que tinham, em média, 65 anos de idade.
Destes, 132.551 haviam recebido prescrição de medicamentos agonistas de GLP-1, enquanto 201.136 foram prescritos sulfonilureias, outra classe de medicamentos para diabetes.
A suspensão após seis meses no tratamento com remédios como Mounjaro apareceu associada ao aumento ssignificativo no risco de problemas graves de coração.
E, quanto mais tempo passava, maior era esse risco.
Após dois anos, a chance de ataque cardíaco, acidente vascular cerebral e morte era até 22% maior do que entre as pessoas que continuaram o tratamento, de acordo com o estudo.
"Há um enorme entusiasmo em relação ao início do uso de medicamentos GLP-1, mas não se dá a devida atenção ao que acontece quando as pessoas param de usá-los", observa em comunicado o epidemiologista clínico e autor da pesquisa Ziyad Al-Aly.
"Muitos desistem após alguns meses devido ao custo, aos efeitos colaterais ou à escassez.
Quando param, não é apenas o peso que retorna; eles experimentam um ressurgimento da inflamação, da pressão arterial e do colesterol.
O ganho de peso é visível; a reversão metabólica, não", pontua o pesquisador.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistagalileu.globo.com — o conteúdo pertence a Galileu.