Líder do PL fala sobre operação que mira Cezinha de Madureira
Uma operação da Polícia Federal contra o deputado Cezinha de Madureira, integrante da bancada evangélica, voltou a ser destaque no cenário político brasileiro.
A ação, autorizada por Flávio Dino, investiga possíveis irregularidades na destinação de emendas parlamentares e possível tráfico de influência, e gerou reações imediatas dentro da Câmara dos Deputados.
A apuração é do analista de Política da CNN Pedro Venceslau ao CNN 360° .
A operação ganhou repercussão adicional pelo fato de a decisão que a embasou conter citações a ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).
Policiais federais cumpriram quatro mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em São Paulo.
Dentro da própria Câmara dos Deputados, a ação não foi vista como coincidência, sendo interpretada por alguns como uma tentativa de expor determinados ministros da Suprema Corte às vésperas de uma sessão plenária do STF.
Leia Mais Operação da PF apura irregularidades na execução de emendas Pix PF aponta interferência de Mendonça e suposto direcionamento de alvos RJ: Delegado e ex-prefeito estão entre alvos da PF por lavagem de dinheiro Citações a ministros do STF Nos documentos da operação, há menções aos minsitros André Mendonça, Kássio Nunes Marques e Gilmar Mendes.
Em trechos citados durante a cobertura, Cezinha de Madureira aparece em conversas nas quais teria articulado contato direto com Kássio, afirmando: “Eu havia pedido a ele para me atender hoje cedo.
Ele não conseguiu me atender, marcou para falar comigo por vídeo às quatro”.
A análise dos documentos indica que, segundo a decisão de Flávio Dino , o parlamentar não se limitava a encaminhar peças processuais, mas se comprometia a formular pedidos pessoais e diretos ao julgador em favor de partes representadas por advogadas ligadas a ele por vínculo conjugal ou interesse econômico.
A investigação também aponta que Mariângela, identificada como funcionária da Câmara dos Deputados e referida pelo apelido “Tuca”, teria encaminhado ao parlamentar três memoriais nominalmente endereçados a ministros do STF — André Mendonça, Kássio Nunes Marques e Gilmar Mendes.
Reação da oposição e defesa do PL No início do ano, Cezinha de Madureira havia migrado do PSD para o PL, após articulação conduzida pelo líder da sigla na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante.
Segundo apuração de Venceslau, Sóstenes Cavalcante saiu em defesa do deputado e fez críticas contundentes a Flávio Dino.
“Sóstenes fez uma crítica muito dura ao ministro, falando que até agora não viu Flávio Dino pedir quebra de sigilo ou nenhum tipo de investigação contra parlamentares de esquerda”, cita Venceslau, na avaliação de que há uma perseguição política contra parlamentares de direita patrocinada por Flávio Dino.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.