ONU alerta para “zona de perigo” climático global
A Organização das Nações Unidas (ONU) lançou um alerta alarmante nesta quinta-feira (3) em Genebra, declarando que o planeta entrou em uma “zona de perigo” devido ao agravamento da crise climática global.
A entidade enfatizou o risco iminente de condições meteorológicas extremas, impulsionadas pelo fenômeno El Niño.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, classificou o fenômeno El Niño atualmente em curso como “de proporções gigantescas”, sublinhando a urgência da situação enfrentada pelo planeta.
A crise climática global se intensifica, com a ONU alertando que o planeta já está em uma “zona de perigo” para eventos extremos.
O fenômeno El Niño em curso é considerado de “proporções gigantescas” e pode se tornar o mais forte em pelo menos 40 anos.
A combinação de El Niño e aquecimento global projeta 2027 como o ano mais quente já registrado, com impactos severos em todo o mundo.
“A ciência não deixa espaço para dúvidas: o planeta está em águas inexploradas, e essas águas estão se aquecendo.
As temperaturas continuam subindo, e o mundo se encontra na zona de perigo de clima extremo”, afirmou o português.
O que diz a ONU sobre o fenômeno? A Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência da ONU para o clima, estima que El Niño está destinado a se tornar “muito intenso” e que é quase certo que persistirá até fevereiro de 2027.
O temor da entidade é de que o fenômeno seja o mais forte em pelo menos 40 anos.
“El Niño tem potencial para infligir um golpe devastador em comunidades e economias de todo o mundo.
Já estamos vendo perturbações e destruição causadas por secas e inundações, e prevemos que esses impactos aumentem à medida que o fenômeno se intensifica”, disse Celeste Saulo, secretária-geral da OMM.
Ela destacou que, pela primeira vez em 50 anos de história da organização, foi lançada uma mobilização de grande escala com os serviços meteorológicos e hidrológicos nacionais para salvar vidas.
“Não há tempo a perder”, disse.
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