Entenda as mudanças aprovadas na Câmara para os MEIs
A Câmara dos Deputados aprovou , por 461 votos favoráveis e 4 contrários, o projeto de lei complementar que reestrutura as regras do MEI (microempreendedor individual) no país.
O texto, que segue agora para apreciação no Senado, eleva o teto de faturamento anual, permite a contratação de até 2 empregados e concede perdão a dívidas tributárias acumuladas.
O substitutivo aprovado, elaborado pelo relator Rubens Pereira Júnior (PT-MA), consolida propostas enviadas pelo Poder Executivo (PLPs 186 e 267 de 2026).
O principal eixo do texto promove a recomposição monetária do limite de receita bruta anual, congelado em R$ 81.000 desde 2018.
Com a mudança, o teto passará para R$ 110 mil em 2027 e alcançará R$ 140 mil a partir de 2028.
Para novos negócios em início de atividade, o teto proporcional será fixado em R$ 9.166,67 mensais em 2027 e R$ 11.666,67 em 2028.
De acordo com o relator, a atualização evita distorções operacionais no mercado.
“Hoje, o MEI às vezes dispensa um contrato para não extrapolar a faixa” , destacou o congressista.
Segundo o governo, a medida visa a manter negócios em fase de expansão enquadrados no regime simplificado pelo tempo necessário ao seu desenvolvimento.
Outra alteração significativa refere-se ao quadro de pessoal.
O projeto eleva de 1 para até 2 o número de empregados contratados por microempreendedor.
A regra impõe que a remuneração seja limitada ao salário mínimo ou ao piso salarial da categoria profissional, aplicando-se a atividades de industrialização, comercialização e prestação de serviços rurais.
A mudança busca responder às demandas operacionais da categoria.
Perdão de dívidas O texto também inclui a remissão integral de créditos tributários para MEIs cujas dívidas tenham sido inscritas na Dívida Ativa da União até 13 de outubro de 2026.
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