Ameaçada de despejo, ocupação de BH ganha apoio internacional
Belo Horizonte – A ameaça de despejo da Kasa Invisível, ocupação que funciona como moradia e centro cultural na região Centro-Sul de Belo Horizonte , ganhou repercussão internacional.
Ativistas da Eslovênia e de Berlim, na Alemanha, fizeram manifestações de solidariedade ao espaço, que resistiu a uma tentativa de retirada na última sexta-feira (21/8).
Na Eslovênia, participantes do Acampamento de Verão Antiautoritário divulgaram uma mensagem em apoio aos integrantes da ocupação.
Segundo o grupo, alguns de seus integrantes já foram recebidos pela Kasa Invisível em Belo Horizonte, enquanto membros do coletivo mineiro também estiveram em Liubliana, capital eslovena.
Leia também Minas Gerais Moradores da ocupação Kasa Invisível são despejados e fazem ato em BH Minas Gerais BH: Kasa Invisível resiste a despejo, mas risco de remoção continua Ver esta publicação no Instagram Uma publicação partilhada por Antiavtoritarna platforma (@anarhistka.org___) “Enviamos saudações de solidariedade aos nossos companheiros do espaço social autônomo Kasa Invisível, em Belo Horizonte, que está sob ameaça de despejo”, diz a publicação.
No texto, os ativistas afirmam estar “de coração e pensamento” com os integrantes da ocupação e dizem apoiar a resistência à ordem de retirada.
“Saudamos sua luta contra o despejo e todos os esforços para construir alternativas à devastação capitalista, à desigualdade social e à guerra.
Este é um pequeno gesto simbólico nosso, de outra parte do mundo, mas de grande significado, já que a solidariedade internacional é uma expressão da nossa luta comum pela vida e pela dignidade”, afirma o grupo.
Em Berlim, na Alemanha, apoiadores também divulgaram uma imagem em solidariedade à ocupação de Belo Horizonte.
Na foto, um grupo segura uma faixa com a frase “Solidariedade à Kasa Invisível, de Berlim a BH”.
Risco de despejo continua A Kasa Invisível resistiu, na última sexta-feira, à primeira tentativa de cumprimento da ordem de despejo.
Um oficial de Justiça foi ao imóvel, acompanhado de familiares dos herdeiros do antigo proprietário e de um caminhão de mudança, mas os moradores permaneceram no local após uma mobilização de apoiadores.
Segundo o coletivo, apesar de a retirada não ter sido realizada naquele momento, o risco de despejo permanece.
O processo tramita desde 2018.
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