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Cezinha assinou contrato para comprar 4% de instituto fundado por Mendonça

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Cezinha assinou contrato para comprar 4% de instituto fundado por Mendonça

O deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP) assinou um contrato de opção de compra futura de 4% de participação no Iter , instituto jurídico fundado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF) , em 2023.

A informação foi publicada pela colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo.

O documento foi localizado pela Polícia Federal (PF) durante a operação de busca e apreensão realizada contra Cezinha e a advogada Valéria Linhares.

As medidas foram autorizadas pelo ministro Flávio Dino em investigação que apura suspeitas de comercialização de influência junto a integrantes de tribunais superiores.

Segundo a assessoria de Mendonça informou à Folha de S.Paulo, o acordo não tornou Cezinha sócio do instituto.

Pelo contrato, o deputado teria a possibilidade de adquirir 4% da instituição futuramente, mas a operação só seria efetivada caso ele deixasse a política.

A previsão era que a eventual saída ocorresse em 2027, quando Cezinha deixaria o cargo de deputado federal.

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1 de 4 Deputado Cezinha de Madureira (PL-SP) 2 de 4 BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto 3 de 4 Cezinha de Madureira, presidente da Comissão de Viação e Transporte BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto 4 de 4 KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo Como funcionaria a compra Ainda segundo a explicação apresentada pela assessoria de Mendonça, Cezinha depositou R$ 19.353 ao ministro como caução, valor correspondente a 1% da participação prevista no contrato.

Os 3% restantes seriam adquiridos de outros sócios do Iter.

A assessoria afirma que o parlamentar não poderia integrar o quadro societário da instituição enquanto estivesse exercendo atividade política.

Dessa forma, o acordo previa uma eventual entrada de Cezinha no instituto somente após o fim do mandato parlamentar e da atuação política , segundo a versão apresentada pela defesa de Mendonça.

A localização do contrato pela PF acrescenta um novo elemento à investigação que apura a relação do deputado com integrantes de tribunais superiores .

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