Ibovespa cai 1%, tem 4ª baixa seguida e fecha abaixo de 170 mil pontos; veja por quê
A queda dos índices das bolsas norte-americanas e a cautela fiscal doméstica impedem o Ibovespa de subir, nem mesmo com a forte valorização do minério de ferro , de 2,4% em Dalian (China).
O recuo ocorre apesar do crescimento na produção de óleo da Petrobras ( PETR4 ), embora o recuo do petróleo seja contraponto.
Entre as divulgações no Brasil estão o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) e dados fiscais.
Às 12h40 (horário de Brasília), o Ibovespa caía 0,95%, aos 169.360 pontos ante mínima em 169.156 pontos, depois de ter avançado 0,23%, na máxima em 171.402,97 pontos, próximo da abertura (171.006,10).
A agenda internacional também agrega parcimônia.
Depois que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) deixou os juros inalterados, na véspera, conforme o esperado, investidores avaliam o Produto Interno Bruto (PIB), que mostrou alta de 3,4%, acima da esperada (3,2%) no terceiro trimestre.
Já o índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) dos Estados Unidos subiu 0,5% em setembro ante agosto.
Na comparação anual, o PCE avançou 3,6% em setembro.
Ambos vieram dentro do esperado.
Ontem, o Ibovespa fechou em baixa pelo terceiro pregão seguido.
O índice caiu 2,68%, aos 171.006,10 pontos, ainda ecoando temores fiscais.
“Seria natural ver um pouco de correção, o mercado aproveitando alguns preços.
Não vemos isso”, diz Kevin Oliveira, sócio e advisor da Blue3.
Segundo Oliveira, é crescente a preocupação de investidores em relação à condução das contas públicas na próxima gestão do governo reeleito.
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