MP abre investigação contra Lucas Pavanato por supostas ofensas a minorias
O vereador do PL, Lucas Pavanato, eleito o deputado federal mais votado da história do estado de São Paulo.
Mozart Gomes/Rede Câmara de SP O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) abriu um inquérito civil público nesta segunda-feira (26) para investigar possível prática de discriminação e incitação ao ódio por parte do vereador Lucas Pavanato (PL), eleito deputado federal mais votado do estado em 2026.
Segundo o promotor Ricardo Manuel Castro, responsável pelo caso na Promotoria de Justiça de Direitos Humanos, Pavanato usou uma entrevista dada à TV JovemPan para ofender minorias como gays, lésbicas e mulheres, após a votação expressiva que teve no 1° turno, onde conquistou mais de 3 milhões de votos no estado.
“Saber que vocês estão insatisfeitos com a votação da Eduarda, saber que vocês estão preocupados com a minha votação, é exatamente o que eu espero.
Porque realmente nós somos uma ameaça pra vocês.
Realmente nós temos uma bancada agora forte pra enfrentar a ideologia hegemônica de vocês.
Vocês são a minoria, e como minoria a gente vai colocar vocês no devido lugar”, disse Pavanato à JovemPan.
Para Ricardo Manuel Castro, a Constituição Federal Brasileira preconiza que “todo ser humano é igual perante a lei e tem direito à igual proteção contra o racismo, a discriminação racial e formas correlatas de Intolerância”.
“Intolerância é um ato ou conjunto de atos ou manifestações que denotam desrespeito, rejeição ou desprezo à dignidade, características, convicções ou opiniões de pessoas por serem diferentes ou contrárias.
Pode manifestar-se como a marginalização e a exclusão de grupos em condições de vulnerabilidade da participação em qualquer esfera da vida pública ou privada ou como violência contra esses grupos”, escreveu o promotor.
No inquérito, Ricardo Castro sinaliza que poderá pedir à Justiça a condenação de Pavanato ao pagamento de indenização por danos morais coletivos.
Segundo ele, esse tipo de dano ocorre quando uma conduta atinge valores e interesses fundamentais da coletividade, mesmo que não provoque prejuízos físicos ou psicológicos diretos às pessoas afetadas.
O promotor Ricardo Manuel Castro, da Promotoria de Justiça de Direitos Humanos do MP-SP, e o vereador Lucas Pavanato (PL).
Montagem/g1/Divulgação O que diz o parlamentar Por meio de nota, o gabinete do vereador afirmou que Lucas Pavanato ainda não foi formalmente citado no âmbito do referido inquérito, mas declarou que Castro tem “alinhamento ideológico à esquerda” e que sua atuação no MP-SP “atende a agendas ideológicas, comprometendo a necessária imparcialidade de sua atuação”.
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