TSE manda Flávio e apoiadores excluírem vídeos falsos de uso de drogas em ato pró-Lula
O TSE ( Tribunal Superior Eleitoral ) determinou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e seus apoiadores retirem das redes sociais um vídeo falso sobre as manifestações pró- Lula do último domingo, 11, no qual uma mulher aparecia usando cocaína em uma via pública.
O conteúdo dava a entender que a cena teria ocorrido na Avenida Paulista, durante ato da esquerda no último domingo, 11, mas não condiz com a realidade.
De acordo com a petição judicial, o vídeo foi feito, na verdade, no Chile e um dia antes do ato em favor de Lula.
A decisão de exclusão do material foi dada pelo ministro Marco Aurélio Buzzi na segunda-feira, 12.
Além de Flávio, a decisão deve ser executada também por políticos como o então candidato a senador Carlos Viana (PL-MG), o coach Pablo Marçal (Pros-SP) e os deputados Nikolas Ferreira (PL-MG), Gustavo Gayer (PL-GO) e Carla Zambelli (PL-SP).
O documento também afirma que a edição e a apresentação do vídeo nas redes dos políticos da direita bolsonarista formaram um “elemento de uma narrativa eleitoral enganosa, reforçada pelas afirmações generalizantes feitas na publicação”, o que, segundo Buzzi, caracteriza “grave manipulação por descontextualização”.
Flávio Bolsonaro e seus apoiadores têm 24 horas, terminando no final da noite desta terça-feira, 13, para apagar os vídeos falsos.
Caso não cumpram a decisão, novos ofícios devem determinar que a própria Meta (dona do Facebook, Instagram e WhatsApp) e o X removam os materiais de suas respectivas plataformas.
Continua após a publicidade “A gravidade [da situação] é acentuada, em tese, quando a imagem é combinada com afirmações generalizantes sobre consumo de drogas e com apelo eleitoral explícito”, declarou Buzzi.
O ministro também indeferiu o pedido de indisponibilização do perfil “Sociedade em fatos”, que havia compartilhado o material.
E determinou a “proibição genérica de divulgação futura de conteúdo ‘substancialmente semelhante ou equivalente'” por outros usuários e contas nas redes sociais.
Continua após a publicidade VEJA entrou em contato com a equipe de campanha de Flávio Bolsonaro, mas não teve retorno até o momento da publicação deste texto.
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