PF quer avançar em investigações sobre atuação de Lulinha nos estados
A suspeita do órgão é que Roberta Luchsinger tenha usado o nome do filho de Lula para firmar contratos com chefes do Poder Executivo
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Integrantes da Polícia Federal (PF) tem defendido o pedido de abertura de uma nova investigação para apurar a atuação de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Lula, e da lobista Roberta Luchsinger, junto a governadores e até mesmo prefeitos .
A suspeita da Polícia Federal é que Roberta tenha usado o nome do filho de Lula para abrir portas com chefes do Poder Executivo em todo o país e até com representantes de prefeituras .
No final de semana, o jornal O Estado de São Paulo revelou, com base em mensagens apreendidas pela PF, que Roberta intermediou a contratação de informática do empresário Cleber Ribas , um dos principais aliados da lobista, por órgãos vinculados ao governo do Maranhão.
Nos diálogos, Roberta também afirma a Lulinha que teria mediado um encontro entre o governador Carlos Brandão (MDB) com o presidente Lula para tratar da liberação de obras para o Estado. O governo estadual nega qualquer influência de Lulinha e de Roberta em convênios assinados pelo Poder Executivo e a União.
Além disso, a empresa de Ribas, a 3Structure, conforme o Estadão, firmou contratos no valor de R$ 5,8 milhões com o governo estadual em 2024.
Hoje, Lulinha é alvo de três investigações no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF). Duas conduzidas pelo ministro André Mendonça e uma por Flávio Dino. Todas apuram o crime de tráfico de influência do filho do ex-presidente da República. Uma das investigações mira justamente a atuação de Lulinha e Roberta na prospecção de contratos para a 3Structure junto ao governo federal .
Nesta terça-feira, a Folha de S. Paulo revelou que as investigações da PF mirando o primogênito do petista identificaram três tentativas de firmar contratos com o Ministério da Saúde : um para a venda de medicamentos à base de cannabis, outro para entrega de testes de diagnóstico para dengue e um terceiro para mediar parcerias com a Indústria Química do Estado de Goiás S.A. Nenhum deles foi adiante.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.