Inflação dos EUA pressiona e Ibovespa tem leve queda; dólar sobe a R$ 5,02
O Ibovespa ( IBOV ) cedeu à pressão externa, com a perspectiva de juros elevados por mais tempo nos Estados Unidos após dados de inflação, e estendeu as perdas da véspera.
Nesta quarta-feira (14), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com queda de 0,18%, aos 206.505,98 pontos .
Já o dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,0289, co m alta de 0,17%.
“Além do vetor externo, pesou [no desempenho da Bolsa] a realização dos lucros após o forte avanço acumulado da semana anterior”, avaliou Luca Girardi, analista de investimentos da Nomad.
Por aqui, o mercado operou à espera da pesquisa Quaest de intenção de votos da corrida presidencial entre Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após levantamento BTG Pactual /Nexus mostrar redução da vantagem do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro sobre o petista.
Dados fracos do setor de serviço também ficaram no radar.
O volume do setor caiu 0,1% frente a julho e teve alta de 0,6% sobre o mesmo mês do ano anterior.
Economistas consultados em pesquisa da Reuters esperavam um crescimento de 0,4% na comparação mensal e uma alta de 1,1% na comparação anual.
“Os dados mais recentes de atividade mostram que a economia brasileira continua crescendo, mas perdeu fôlego e está desacelerando.
Esperamos que esse movimento continue nos próximos trimestres, embora o mercado de trabalho aquecido deva ajudar a sustentar a atividade”, afirmou a economista Claudia Moreno, do C6 Bank.
Altas e quedas do Ibovesp a A ponta positiva do Ibovespa foi liderada pelas petroleiras, apoiada pelo avanço do petróleo.
O contrato do Brent para dezembro fechou com alta de 0,35%, a US$ 106,06 por barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Com isso, Prio (PRIO3) encabeçou as altas do índice com avanço de 2,44% (R$ 68,39).
As cotações são preliminares.
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