Movimento estudantil ocupa ruas do Brasil contra Flávio e a favor de Lula
Estudantes foram às ruas de diferentes capitais brasileiras na noite desta quarta-feira (7/10) em uma série de manifestações favoráveis à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e contrárias à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Atos foram realizados em cidades como Rio de Janeiro, Salvador, Porto Alegre e Goiânia, enquanto novas mobilizações já estão previstas em universidades e espaços públicos de ao menos 16 estados e do Distrito Federal nos próximos dias.
As manifestações abrem uma nova etapa da atuação do movimento estudantil na campanha presidencial.
Depois de o primeiro turno terminar, no domingo (4/10), com uma vantagem de 1,87 ponto percentual da extrema direita sobre Lula, a União Nacional dos Estudantes (UNE) decidiu intensificar a presença nas ruas até a votação de 25 de outubro.
Leia também: Lula mergulha nos vídeos selfies e reclama de campanha A estratégia foi aprovada pela diretoria da entidade na terça-feira (6/10), quando a UNE lançou a campanha "Estudantes com Lula pelo futuro do Brasil".
A programação prevê assembleias e plenárias dentro das instituições de ensino, mas também orienta diretórios e centros acadêmicos a levar as atividades para praças, bairros, periferias e estações de transporte.
Além da disputa eleitoral, as mobilizações incorporam reivindicações ligadas à educação e aos direitos sociais.
Entre as pautas apresentadas pelos estudantes estão a ampliação dos investimentos no ensino público, a continuidade do Pé-de-Meia, o fortalecimento de universidades e institutos federais, a preservação de direitos sociais e o fim da escala de trabalho 6×1.
A presidente da UNE, Bianca Borges, afirmou que a entidade pretende manter a mobilização durante todo o segundo turno.
“A partir de agora é estado permanente de mobilização.
Os estudantes serão decisivos para reeleger Lula.
Não sairemos das ruas!” Leia também: Lula divulga vídeo selfie e convoca apoiadores contra "retrocesso" A entidade também sustenta que uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro representaria riscos à democracia e a direitos relacionados a emprego, renda, alimentação, educação e ciência.
Entre os objetivos da campanha estão ainda a aproximação com eleitores indecisos e a tentativa de mobilizar quem não compareceu às urnas no primeiro turno.
Brasília também entra no calendário de mobilizações No Distrito Federal, a campanha estudantil terá pelo menos duas agendas organizadas a partir da Universidade de Brasília (UnB).
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