Projeto Roraima sem Racismo amplia ações de prevenção e orientação em escola do Cantá
A identificação de situações de racismo no ambiente escolar levou o Governo de Roraima a ampliar as ações de prevenção e orientação na Vila Félix Pinto, no Cantá.
Cerca de 200 estudantes, professores e servidores da Escola Estadual Professora Genira Brito Rodrigues participaram, nesta segunda-feira, 24, de atividades do projeto Roraima sem Racismo, com informações sobre reconhecimento, enfrentamento e denúncia de casos de discriminação racial.
A iniciativa foi realizada pela Setrabes (Secretaria do Trabalho e Bem-Estar Social), por meio da Ceppir (Coordenação Estadual de Promoção da Igualdade Racial), nos períodos da manhã e da tarde.
A atividade ocorreu após uma demanda identificada durante o Governo Itinerante realizado na comunidade.
A partir do atendimento, a equipe da Ceppir retornou à Vila Félix Pinto para desenvolver um trabalho preventivo diretamente na escola, envolvendo estudantes, professores, servidores administrativos e a coordenação pedagógica.
Segundo a Ceppir, a unidade já havia registrado situações relacionadas a atos de racismo, que foram tratadas internamente e não chegaram aos canais formais de denúncia.
A ação buscou, portanto, ampliar o conhecimento da comunidade escolar para identificar essas ocorrências, evitar a naturalização de comportamentos discriminatórios e orientar sobre os encaminhamentos adequados.
Para a diretora da escola, Márcia Rodrigues, a abordagem contribui para ampliar o conhecimento dos alunos sobre preconceito e discriminação.
“A escola, no todo, é um espaço aberto a esse tipo de palestra, porque traz conhecimento e esclarecimento do tema.
É importante nossa geração atual, nossos alunos, ficarem por dentro do que é permitido e do que não é permitido, até porque eles vão saber lidar com diversas situações”, destacou.
A gestora explicou que a escola já desenvolve atividades relacionadas ao tema por meio de rodas de conversa, peças, filmes e materiais informativos.
Para ela, a ação do projeto reforça esse trabalho e amplia a sensibilização dos estudantes.
Racismo também pode aparecer como “brincadeira” Durante a atividade, a Ceppir abordou manifestações de racismo que podem ocorrer no cotidiano escolar, especialmente entre crianças e adolescentes.
Entre elas está o chamado racismo recreativo, quando ofensas relacionadas à cor da pele, ao cabelo ou a características físicas são apresentadas como brincadeiras ou apelidos.
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