Homem é internado após ser baleado por PM em SP; Família contesta ação
Um homem foi baleado por um policial militar durante uma abordagem na madrugada de ontem na zona sul de São Paulo.
Felipe Ribeiro dos Santos, 26, foi atingido na perna. Ele foi socorrido ao Hospital Campo Limpo, onde está intubado e sedado até a tarde de hoje.
Segundo a Polícia Militar, o homem foi encontrado danificando o portão de uma casa na rua João Simões de Souza, no Parque Rebouças. Em nota, a corporação relatou ter sido acionada para uma ocorrência de violência doméstica e encontrou Felipe em frente ao endereço informado.
Durante a abordagem, a polícia diz que houve uma "confusão generalizada" e o jovem tentou pegar a arma de um agente. O policial, por sua vez, teria reagido e disparado contra ele. Um trecho de vídeo captado por câmera de segurança, e divulgado pela família do baleado, mostra dois policiais correndo atrás dele pela rua momentos antes do disparo.
Em uma segunda filmagem, feita por testemunhas com celulares, Felipe aparece caído no chão ao lado de uma poça de sangue. Um dos agentes chega a dar um chute para virá-lo no solo enquanto o outro permanece ao lado com uma lanterna.
Familiares disseram que estavam em uma festa de aniversário no local no momento do ocorrido. Uma das tias de Felipe, identificada como Priscila, relatou ao UOL que o sobrinho havia saído da residência poucos minutos antes da chegada da viatura e conversava do portão com a avó, que estava na laje do sobrado. Questionados pela reportagem a respeito da suspeita de violência doméstica, eles negaram a ocorrência.
"Não estava chutando o portão, não estava fazendo nada demais", diz a mulher. "A viatura chegou, ele estava de costas, já começaram a bater nele. Ele tentou se esquivar das agressões, ele não tentou bater no policial, só reagiu às agressões porque estava de costas", acrescentou.
Família teria tentado intervir, mas disse ter sido impedida. Ainda conforme a tia de Felipe, alguns parentes se aproximaram e contestaram a atitude dos policiais, mas tiveram uma arma apontada para eles. "A todo tempo fomos tratados que nem bandido, com o fuzil apontado para casa. Eles falaram no boletim que a família entrou em confronto com eles. A gente não entrou em confronto. Estávamos nervosos na hora, sim, por causa da atitude da polícia", contou.
O caso foi registrado como lesão corporal decorrente de intervenção policial no 89° DP, Jardim Taboão. A SSP (Secretaria de Segurança Pública) informou que a arma usada na ação foi apreendida e a perícia acionada. Além disso, a PM instaurou um inquérito para apurar o episódio a partir de câmeras corporais.
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