Lula associa fim da escala 6x1 a tempo com família em meio pressão sobre o Congresso
Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
O presidente Lula (PT) associou, nesta segunda-feira (24), o fim da escala 6x1 (seis dias de trabalho por um de descanso) a mais disponibilidade de tempo para trabalhadores ficarem com suas famílias, em um movimento para aumentar a pressão pela aprovação do projeto.
A proposta é uma pauta importante para o grupo político de Lula , de esquerda e próximo de sindicatos. Além disso, trata-se de um dos temas centrais da campanha do petista, que busca reeleição como presidente da República neste ano. A intenção de governistas é que a proposta seja aprovada antes da votação, em outubro.
A PEC (proposta de emenda à Constituição) que reduz a jornada semanal de trabalho foi aprovada pela Câmara no final de maio . Ficou emperrada no Senado nos meses seguintes, até Lula e o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), retomarem relações.
Alcolumbre enviou a proposta à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) para começar a tramitar. O governo conseguiu emplacar um aliado como relator do texto na comissão : o senador Omar Aziz ( PSD -AM). Aziz é candidato a governador do Amazonas na aliança de Lula.
"Tem gente que joga contra os interesses dos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil, mas o nosso governo está mobilizado para a aprovação do fim da escala 6x1 , sem redução do salário", declarou o presidente da República em seu perfil no X, antigo Twitter.
"O povo trabalhador que movimenta este país merece ter mais tempo para o lazer, para cuidar da saúde e para acompanhar o crescimento dos filhos. É sobre tempo para a família", afirmou Lula.
O presidente da República e seus aliados políticos buscam formas de traduzir para um eleitorado mais amplo as principais pautas do governo , em um esforço para atrair apoio de setores da sociedade que tradicionalmente não votam em Lula.
Uma das maneiras de fazer isso, segundo lulistas ouvidos pela reportagem, é enquadrar a redução na jornada de trabalho como uma possibilidade de proporcionar aos trabalhadores mais tempo para atividades familiares ou religiosas.
A PEC que sepulta a escala 6x1ficou parada por meses no Senado enquanto a relação de Lula e Alcolumbre estava distante.
O presidente do Senado havia rompido com o chefe do governo depois de o petista indicar o advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga aberta no STF (Supremo Tribunal Federal). Alcolumbre queria que o escolhido tivesse sido o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
A tensão entre os dois aumentou depois de o Senado, em uma manobra capitaneada por Alcolumbre, barrar em votação a ida de Messias para a Suprema Corte . No dia da votação, senadores relataram ter ouvido de Alcolumbre pedidos para ajudar a impedir a nomeação do indicado de Lula .
Neste mês, porém, os chefes do governo e do Senado voltaram a conversar e tiveram reuniões presenciais .
Alcolumbre destravou, além da PEC do fim da escala 6x1, outros projetos importantes para o governo e para o esforço de reeleição de Lula.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.