Engenheiro ligado a esquema de BRT ganhou cargo em estatal sob Lula
O engenheiro Dalton Ferracioli de Assis é suspeito de participar de um desvio que desviou até R$ 14,5 milhões de um projeto de BRT no interior de São Paulo que nunca saiu do papel.
Ele tem um cargo de chefia na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) .
A Ceagesp é uma empresa estatal vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Assis ganhou o cargo na estatal em março de 2023, três meses depois de Lula voltar à presidência.
À época, o engenheiro já era investigado há pelo menos seis anos.
Contudo, desde novembro de 2016, um inquérito civil foi instaurado para averiguar a dispensa de licitação e um contrato de 2015, assinado pela prefeitura de São José dos Campos.
Mesmo assim, nos últimos 40 meses, o engenheiro tem ocupado o cargo de gerente de Manutenção da Ceagesp, com remuneração-base de R$ 27 mil.
Assis foi secretário de obras de São José dos Campos e, segundo a investigação, elaborou os fundamentos técnicos que serviram de justificativa para dispensar a licitação na contratação da Fundação de Apoio à Universidade de São Paulo (FUSP) .
A investigação ainda afirma que a Secretaria de Obras, sob comando de Assis, tomou decisões que deveriam ter sido tomadas pela Secretaria de Transportes.
Neste mês, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) aceitou a denúncia do Ministério Público de São Paulo (MPSP), transformando Dalton Ferracioli de Assis, o ex-prefeito Carlinhos de Almeida (PT) e outros investigados em réus.
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A Fusp, porém, subcontratou 100% dos serviços e o projeto do BRT nunca saiu do papel, de acordo com a denúncia do MPSP.
As subcontratadas tinham indícios de favorecimento e conflito de interesses.
Uma das subcontratadas era registrada em nome de familiares do então presidente da fundação, o engenheiro eletricista e professor da Escola Politécnica da USP José Roberto Cardoso.
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