Cacau sobe quase 2% em Nova York com dólar mais fraco
Na sessão desta quarta-feira (19), o contrato futuro do cacau para entrega em setembro encerrou o dia com alta de 1,89% na Bolsa de Nova York, cotado a US$ 6.031 por tonelada.
A valorização foi favorecida pela fraqueza do dólar no mercado internacional.
O índice DXY recuou para o menor nível em dois meses e meio, tornando as commodities negociadas na moeda norte-americana mais atrativas para investidores que operam com outras divisas.
De acordo com o Barchart, as condições favoráveis para o desenvolvimento das lavouras na Costa do Marfim e em Gana pressionam os preços .
O clima considerado positivo tem estimulado o florescimento das árvores de cacau antes do início da principal temporada de colheita, prevista para o próximo mês.
Leia Mais Cacau registra alta de 9% em Nova York devido a chuvas na Costa do Marfim Cacau atinge pico de cinco meses em NY com preocupação sobre a safra Oferta global maior pressiona cacau e cotações recuam em Nova York Na Costa do Marfim, maior produtor mundial de cacau, os dados acumulados mostram avanço significativo nos embarques .
Os agricultores enviaram 2,11 milhões de toneladas aos portos entre 1º de outubro de 2025 e 2 de agosto de 2026, alta de 20% em relação ao mesmo período da temporada anterior.
Café Na Bolsa de Nova York, o café com vencimento em dezembro registrou queda de 1,28% nesta quarta-feira e fechou cotado a US$ 3,28 por libra-peso.
O Barchart apontou que os preços foram pressionados pelo clima mais seco no Brasil, que favoreceu o avanço da colheita.
Segundo a cooperativa brasileira Cooxupé, 81,1% da safra havia sido colhida até 14 de agosto, avanço de sete pontos percentuais em relação à semana anterior.
O percentual, no entanto, ainda está abaixo dos 86,1% registrados no mesmo período do ano passado.
A redução das chuvas também contribuiu para acelerar os trabalhos no campo e pesou sobre as cotações.
De acordo com a Climatempo, Minas Gerais, principal estado produtor de café arábica do Brasil, registrou apenas 0,6 milímetro de chuva na semana encerrada em 16 de agosto, equivalente a 11% da média histórica para o período.
Açúcar O açúcar voltou a fechar em alta nesta sessão, mas perdeu força ao longo do pregão diante de movimentos de realização de lucros.
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