Hubble mostra queda na formação de estrelas na galáxia Andrômeda — e a culpa pode ser de "vizinha"
Parece que Andrômeda , a galáxia vizinha da nossa Via Láctea, tem uma vizinha inconveniente.
Não é que a galáxia M32 esteja perturbando Andrômeda com sons altos ou qualquer outro incômodo típico da vida cotidiana, mas sim afetando a formação de estrelas .
Com dados do telescópio espacial Hubble , pesquisadores observaram como tem sido o ritmo de formação de estrelas em Andrômeda e notaram algo curioso: a formação delas caiu de forma significativa nos últimos 40 milhões de anos .
E, talvez, a causa seja M32.
“Não podemos afirmar explicitamente que estamos observando uma redução na formação estelar por causa da M32.
Mas ela está bem ali e é, sem dúvida, a principal suspeita”, declarou Tobin Wainer , astrônomo e coautor do novo estudo.
Formação de estrelas Wainer e seus colegas já sabiam que Andrômeda passou por uma verdadeira explosão de formação estelar há cerca de 2 bilhões de anos , que provavelmente foi o resultado de uma colisão com outra galáxia .
Só que, desde então, o processo desacelerou, e essa mudança ficou ainda mais significativa em um lado de Andrômeda — que, por acaso, é aquele mais perto de M32.
Coincidência? Para entender melhor o processo, eles se voltaram para o telescópio Hubble , que já observou 70% do disco da vizinha da Via Láctea.
Ao analisar detalhadamente os dados, eles reconstruíram o passado de cada parte da estrutura galáctica e mapearam o processo da formação de estrelas por lá.
A equipe concluiu que, mais ou menos há cerca de 500 milhões de anos , Andrômeda transformava gás e poeira com massa equivalente à do Sol em novas estrelas todos os anos; há cerca de 40 milhões de anos , a massa usada equivalia somente à metade daquela do nosso astro, e hoje é de apenas 20% .
E é aqui que entra M32, que se tornou a principal suspeita porque fica a apenas 16 mil anos-luz de Andrômeda .
É possível que o desfecho seja o resultado de alguma interação entre M32 e sua vizinha maior — como uma colisão galáctica .
De qualquer forma, os autores vão continuar analisando os dados do Hubble e de observatórios em solo para entender melhor o passado de Andrômeda.
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