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Economia

Petrobras (PETR4): nenhuma grande petroleira do mundo subiu tanto em outubro. O que explica?

Money Times ·

Entre as 19 maiores petroleiras do mundo, a Petrobras (PETR4) foi a que mais se valorizou em outubro, segundo um levantamento da Elos Ayta , consultoria especializada em inteligência e análise de dados do mercado financeiro.

A estatal brasileira subiu mais de 22,45% em dólares, acima de outras gigantes como Marathon Petroleum (20,14%) e da ConocoPhillips (16,62%).

A companhia tem se beneficiado de uma série de fatores macro.

O primeiro deles é a valorização do petróleo Brent, usado como referência internacional e padrão para a Petrobras.

Nesta quinta-feira (22), o barril da commodity alcançou o maior valor desde o dia 5 de maio deste ano, sendo negociado na casa dos US$ 113, um salto de quase 4% hoje.

O movimento ganhou força após o The New York Times noticiar que os militares dos EUA e de Israel elaboraram planos específicos para novos ataques ao Irã depois das eleições de meio de mandato do mês que vem.

O presidente Donald Trump alimentou a incerteza ao afirmar que algo vai “acontecer em breve” em relação ao Irã, sem dar detalhes.

Como o Brent é a referência usada para precificar o petróleo que a estatal extrai, cada barril produzido passa a valer mais sem que o custo de extração suba na mesma proporção, o que amplia receita, margem e geração de caixa.

Além disso, o mercado também vem antecipando resultados fortes para a petroleira no terceiro trimestre de 2026.

Ontem (21), o BTG Pactual avaliou que as expectativas do consenso para os dividendos do período estão conservadoras, em US$ 3,2 bilhões, e que há risco de surpresa positiva: o banco projeta dividendos entre US$ 3,8 bilhões e US$ 4,2 bilhões ( dividend yield trimestral de 2,4% a 2,7%), com fluxo de caixa livre de cerca de US$ 9 bilhões.

A Petrobras mantém-se como Top Pick do BTG, que cita forte crescimento de produção, preços firmes no downstream e um plano estratégico positivo a ser anunciado em 23 de novembro.

Tem também o fato que a petroleira é um peso pesado do Ibovespa.

Desde o primeiro turno das eleições, com Flávio Bolsonaro (PL) na liderança em relação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o humor dos investidores com a nossa bolsa melhorou — uma vez que o senador é visto como um nome mais responsável do ponto de vista fiscal.

Nesse cenário, os gringos despejaram bilhões por aqui, movimento que favorece as empresas com mais peso na carteira do Ibovespa, já que boa parte do fluxo de dinheiro gringo acontece por meio de ETFs que replicam a carteira do principal índice de ações da B3.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.moneytimes.com.br — o conteúdo pertence a Money Times.

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