A reunião indecente de políticos e magistrados
Não sei se o uísque foi single malte, se o vinho era de uma safra premiada, se o ambiente ficou enevoado, ao final, com fumaça de charutos cubanos.
Mas nem essa minha imaginação de roteirista de cena fictícia poderia ter escrito uma cena tão descabida.
Em uma mansão de 776 metros quadrados, no Lago Sul, bairro nobre de Brasília, em um imóvel que custa cerca de R$ 12 milhões, acontece a cena pornográfica.
A casa pertence, no papel, segundo o UOL , à Lex - Instituto de Estudos Jurídicos, empresa ligada à senhora Viviane Barci de Moraes.
E, neste caso, a inconveniência é conhecida nos corredores e gabinetes da capital federal.
Dividindo o mesmo living room , já sem as togas, talvez com o nó da gravata afrouxado —olha aí minha imaginação de novo—, estavam ainda dois ministros do Supremo Tribunal Federal.
"Mas se ergues da justiça a clava forte, verás que um filho teu não foge à luta".
Demorei oito dias para escrever este texto, tal era minha, mais do que indignação, incompreensão sobre tal fato.
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