Braskem protocola pedido de recuperação extrajudicial para reestruturar dívida de R$ 56 bilhões
Braskem Divulgação A Braskem, uma das maiores empresas petroquímicas do país, protocolou nesta segunda-feira (24) um pedido de recuperação extrajudicial para reestruturar cerca de US$ 10,9 bilhões (R$ 56 bilhões) em dívidas.
"A Braskem S.A. (Ticker B3: BRKM3, BRKM5 e BRKM6; NYSE: BAK; LATIBEX: XBRK) (“Braskem” ou “Companhia”), em continuidade aos Fatos Relevantes dos dias 26 de setembro de 2025, 25 e 26 de junho de 2026 e do dia de hoje, vem comunicar aos seus acionistas e ao mercado em geral que protocolou, nesta data, em conjunto com certas controladas (em conjunto com a Companhia, as “Devedoras”), pedido de recuperação extrajudicial (“Recuperação Extrajudicial”), distribuída na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca da Capital do Estado de São Paulo", escreveu a companhia em fato relevante.
A medida havia sido aprovada pelo Conselho de Administração da companhia e ocorre após semanas de negociações com credores.
O processo ficará restrito às dívidas financeiras, segundo a Braskem, e não afetará as obrigações da empresa com fornecedores, clientes e demais parceiros.
Em comunicado, a companhia afirmou que esses compromissos continuam vigentes e serão cumpridos normalmente, conforme os contratos.
A recuperação extrajudicial é um mecanismo usado por empresas para renegociar dívidas diretamente com seus credores, com posterior apresentação do acordo à Justiça para homologação.
A negociação pode estabelecer, por exemplo, novos prazos e condições para o pagamento dos débitos.
A Braskem vinha negociando uma reestruturação de mais de US$ 10 bilhões em dívidas de suas operações no Brasil, nos Estados Unidos e na Europa.
Parte relevante desse passivo está em títulos de dívida emitidos no exterior, que são recursos captados pela empresa junto a investidores e que precisam ser pagos nas condições previstas na emissão.
O que muda com a recuperação extrajudicial A proposta em discussão previa mais prazo para o pagamento das dívidas, redução dos juros e períodos maiores de carência.
O plano não previa novos aportes de recursos dos acionistas nem a troca de parte das dívidas por participação na companhia.
A recuperação extrajudicial da Braskem ocorre em paralelo à reestruturação de sua subsidiária no México, a Braskem Idesa, que entrou com pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos, pelo chamado Chapter 11.
Esse mecanismo permite que uma empresa continue funcionando enquanto negocia a reorganização de suas dívidas sob supervisão da Justiça.
O plano da Braskem prevê um aporte de US$ 476 milhões (R$ 2,427 bilhões) da companhia para manter o controle da subsidiária mexicana.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Economia.