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Dando choque em tudo? Roupas e objetos podem evitar eletricidade estática

Metrópoles ·
Dando choque em tudo? Roupas e objetos podem evitar eletricidade estática

Você já tocou em algo ou alguém e sentiu um choque ? Isso não quer dizer que você está virando o famoso personagem de desenhos animados Super-Choque, mas sim que há uma quantidade maior de eletricidade estática em nosso corpo ou em determinado objeto.

Esse fenômeno se chama choque estático.

Para entender o fenômeno, é necessário ter um conhecimento prévio: os objetos são eletricamente neutros, tendo aproximadamente o mesmo número de prótons e elétrons.

No entanto, essa quantidade pode mudar em algumas circunstâncias.

Leia também São Paulo Pesquisadores da Unesp usam bactérias para gerar eletricidade.

Entenda Ciência Tempestades de poeira de Marte podem gerar eletricidade, diz estudo Ciência Efeito Magnus: física explica o que acontece no chute indefensável Ciência A física mais nova do Brasil que deixou tudo para estudar o Universo Em situações de atrito, contato ou separação entre materiais distintos, pode ocorrer a transferência de elétrons de uma superfície para outra, deixando um dos objetos com excesso da partícula.

A carga fica acumulada até entrar em contato com um corpo em uma condição elétrica diferente.

“A diferença de potencial faz os elétrons se redistribuírem rapidamente.

Quando essa transferência envolve o nosso corpo, percebemos um pequeno choque, que pode ser doloroso dependendo da intensidade e da região atingida”, explica a professora Valentina Martelli, do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP).

A maioria dos choques provocados pela transferência de elétrons não causa riscos consideráveis à saúde , exceto em casos extremamente raros.

Porém, o fenômeno pode gerar faíscas capazes de incendiar gases inflamáveis, como a gasolina.

“ Por isso, locais onde há quantidades significativas de gases inflamáveis expostos devem ter um ambiente de trabalho adaptado e fornecer EPIs para impedir o acúmulo de cargas ”, conta o físico Pedro Alvarez, doutorando na Universidade de Oldenburg, na Alemanha.

Objetos, materiais e situações que mais favorecem o choque Curiosamente, alguns materiais ou objetos têm uma tendência maior a acumular carga e, consequentemente, gerar choques ao serem tocados.

Entre os principais, estão: Camisas de poliéster, especialmente por ser um tecido derivado do petróleo e por absorver menos água, funcionando como um isolante elétrico; Climas secos tendem a permitir um acúmulo de cargas maior; Pisos de granito ou carpetes, o último acumula mais eletricidade porque seus fios sintéticos geram atrito facilmente com os sapatos; Tênis de corrida com solas emborrachadas mais grossas são capazes de isolar a pessoa do chão.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.metropoles.com — o conteúdo pertence a Metrópoles.

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