Brasileiro é preso nos EUA por venda de documentos falsos a imigrantes ilegais
Um brasileiro de 39 anos foi preso nos Estados Unidos sob a acusação de vender documentos falsificados a imigrantes.
Segundo o Departamento de Justiça americano, Romulo Ferreira de Oliveira teria negociado cartões de residência permanente, conhecidos como green cards, e cartões do Seguro Social.
Ele foi detido em 13 de outubro, em Massachusetts, e pode ser condenado a até 15 anos de prisão.
Morador de Braintree, cidade próxima a Boston, Oliveira compareceu a uma audiência de custódia em 16 de outubro.
Além da pena de prisão, ele pode receber uma multa de até 250 mil dólares (cerca de 1,25 milhão de reais) e está sujeito à deportação. + À sombra do medo: a árida realidade dos 2 milhões de brasileiros que vivem nos EUA Com cerca de 400 mil brasileiros, Massachusetts é o segundo maior reduto da comunidade verde e amarela nos Estados Unidos, atrás apenas da Flórida.
Continua após a publicidade O caso De acordo com a investigação, o brasileiro teria vendido os documentos a um informante em duas ocasiões.
Em 18 de julho, a negociação teria envolvido um cartão de residente permanente legal e um cartão do Seguro Social.
Dez dias depois, ele teria fornecido outros onze cartões do Seguro Social e uma carteira de habilitação brasileira.
Segundo o jornal local Boston Herald , a primeira encomenda custou US$ 200.
Na segunda negociação, o valor acertado teria sido de US$ 1.000.
A encomenda foi discutida por mensagem, na qual o comprador perguntou quando Oliveira conseguiria produzir dez cartões do Seguro Social e pediu um desconto para que o negócio fosse vantajoso para ambos.
Continua após a publicidade + O brasileiro que venceu governo Trump em processo por green card e pode ajudar 75 países Nos Estados Unidos, o cartão do Seguro Social é utilizado em diferentes procedimentos administrativos e trabalhistas, funcionando como o CPF no Brasil.
Já o green card comprova o direito de residência permanente legal no país.
Continua após a publicidade Oliveira ainda não foi considerado culpado.
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