Lula, Bolsonaro e os gamers: compare as estratégias dos dois governos para o setor de jogos
Durante seu mandato presidencial (2019–2022), Jair Bolsonaro explorou a indústria de jogos eletrônicos como plataforma de apoio político e fonte de engajamento digital entre o público mais jovem.
Em uma publicação de julho de 2019, no perfil oficial na rede social X, o ex-presidente, hoje preso por atentado contra o Estado de Direito, dizia: “Após ler em meu Face o apelo do leitor Vennicios M.
Teles pedindo para baixar impostos sobre jogos eletrônicos, resolvi consultar nossa equipe econômica.
Atualmente, o IPI varia entre 20% e 50%.
Ultimamos estudos para baixá-los.
O Brasil é o segundo mercado no mundo nesse setor.” Em resposta à publicação, personalidades do universo gamer respondiam com comentários positivos, como “Bora, presida!” . https://x.com/jairbolsonaro/status/1155094917796061186 Bolsonaro também costumava publicar vídeos jogando.
Naquele mesmo mês, usou um simulador digital de tiro com óculos de realidade virtual.
“Só para descontrair.
Kkkkk — BOA NOITE A TODOS.
Um forte abraço, gamers!”, diz a publicação.
A pauta dos jogos eletrônicos seguiu sendo explorada até o final do mandato, e os aliados de Bolsonaro frequentemente citavam as reduções de impostos ao longo de 2019 e 2020 como uma medida positiva do governo.
“ZERAMOS os impostos federais”, bradava o ex-governante nas redes sociais.
De fato, a política federal para os jogos eletrônicos no Brasil atravessou uma mudança de orientação entre os governos Jair Bolsonaro (2019–2022) e Luiz Inácio Lula da Silva (2023–2026).
Se, no primeiro período, as medidas de maior visibilidade foram reduções de impostos sobre videogames e acessórios, no terceiro mandato de Lula a agenda passou a incorporar instrumentos voltados diretamente à capacidade de produção das empresas brasileiras.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistaforum.com.br — o conteúdo pertence a Revista Fórum.