Reajuste de Lula ao Bolsa Família tem proximidade recorde com a eleição
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quinta-feira, 17, um reajuste de 15,04% no Bolsa Família , elevando o piso do programa de R$ 600 para R$ 691.
A medida foi anunciada a 17 dias do primeiro turno — a menor distância entre uma correção geral do benefício e uma eleição presidencial entre os reajustes realizados em anos eleitorais recentes.
O anúncio ocorre em meio a uma disputa apertada entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Pesquisa AtlasIntel divulgada nesta quinta mostra o parlamentar numericamente à frente do petista em um eventual segundo turno, por 46,8% a 46,4% — diferença de 0,4 ponto percentual, dentro da margem de erro de um ponto.
No primeiro turno, porém, Lula aparece à frente, com 44,1% das intenções de voto, contra 41,7% de Flávio.
O levantamento ouviu 5.018 eleitores entre 11 e 16 de setembro.
O reajuste de 2026, contudo, não é o maior percentual registrado em anos eleitorais recentes.
Em 2022, durante o governo Jair Bolsonaro, o então Auxílio Brasil passou de R$ 400 para R$ 600, uma alta de 50% .
O aumento foi estabelecido pela Emenda Constitucional nº 123 e teve caráter temporário, com vigência de agosto a dezembro daquele ano.
Continua após a publicidade Antes disso, em 2014, durante o governo Dilma Rousseff, os benefícios do Bolsa Família foram reajustados em 10%.
Em 2018, na gestão Michel Temer, o valor médio do benefício teve correção de 5,67%.
Continua após a publicidade A particularidade do anúncio desta quinta-feira, portanto, está no timing .
Em 2022, o aumento de 50% ocorreu cerca de dois meses antes do primeiro turno.
Agora, o governo Lula anuncia uma correção de 15,04% a pouco mais de duas semanas da votação.
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