O viés oculto que faz gestores interpretar rankings de forma errada
Imagine que você é um gestor fazendo uma contratação interna.
Você está considerando duas finalistas: Mônica e Jéssica.
Cada uma vem de um departamento diferente, então você não pode compará-las diretamente.
Em vez disso, recorre às classificações feitas por seus gestores dentro das respectivas equipes.
Mônica ocupa a terceira posição entre 12 funcionários de seu departamento, enquanto Jéssica está em sexto lugar entre 24 colegas no dela.
Quem você contrataria? Se você for como a maioria das pessoas, provavelmente escolherá Mônica, a candidata da lista mais curta.
Afinal, ela está mais próxima do topo da classificação de seu departamento.
Mas, observando com atenção, há algo surpreendente: ambas ocupam exatamente a mesma posição relativa, no percentil 25 de seus respectivos grupos.
Ainda assim, em um estudo com gestores reais, 61% escolheram contratar a candidata da lista mais curta.
Em uma pesquisa recente publicada na revista Organizational Behavior and Human Decision Processes , encontramos exatamente o mesmo padrão.
Ao comparar opções classificadas, as pessoas tendem a preferir consistentemente aquela que vem da lista mais curta, ou seja, a que possui menos concorrentes ranqueados.
Seja ao avaliar candidatos, restaurantes ou produtos, a opção da lista menor foi preferida, mesmo quando sua posição relativa não era melhor do que a da alternativa em uma lista maior.
Mais surpreendente ainda: o viés persistiu mesmo quando a opção da lista curta era objetivamente pior, ocupando um percentil inferior ao da concorrente.
Ainda assim, as pessoas continuavam escolhendo a opção da lista menor simplesmente porque ela aparecia mais próxima do topo da classificação.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.